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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Bordalo Pinheiro na Zara Home

Para os entendidos em faiança e cerâmica...


Estas peças estão a ser vendidas com a marca Zara Home.
Ora, como todos podemos perceber, entendidos ou não, estas peças são características da Fábrica Bordalo Pinheiro, das Caldas da Rainha.

A minha questão é, sendo a Zara uma marca espanhola, que exporta para todo o Mundo incluindo Portugal, parece-me a mim, que a Bordalo Pinheiro deve fabricar estas peças, vende-as à empresa da Zara que lhe põe a marca "Zara Home".

Não acredito que a Zara ou outra empresa qualquer tenha feito cópias de peças da Bordalo Pinheiro e as tenha posto à venda nas lojas em Portugal.

Alguém me pode esclarecer como se processa esta troca de marcas?

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Procuro Presépio M.I.D.

PROCURO 
Presépio da marca Moderna Industrial Decorativa Lda, que esteve numa exposição do Posto de Turismo, no Largo da Portagem, em Coimbra, no início da década de 50. 
Nesta exposição também esteve em exibição um famoso presépio do Museu Machado de Castro.
O Presépio que procuro foi feito pelo meu avô Francisco Caetano e vendida com o selo da sua fábrica.
Se alguém se lembrar desta exposição ou tenha ouvido falar e me possa dar alguma informação, eu agradecia muito.
 

O meu Avô e a LUFAPO LUSITÂNIA

O meu avô Francisco Caetano Ferreira, influenciado pelo seu pai, estudou arte na Escola Avelar Brotero, em Coimbra, e foi aprendiz no atelier de canteria e escultura do seu pai Alberto Caetano.
Em 1941 fundou uma fábrica de cerâmica chamada Moderna Industrial Decorativa Limitada, que produzia estatuetas decorativas, de desenho próprio ou importando modelos (de marcas maioritariamente alemãs) para reprodução. Saiu incompatibilizado com os sócios.
Em 1945 morre o seu pai e penso ser por essa altura que ingressa na Fábrica de cerâmica LUFAPO.

Não encontrei nenhuma data de abertura desta fábrica, de Coimbra, mas sei que em 1930 foi comprada pela Companhia da Fábrica Cerâmica Lusitânia, original de Lisboa, com a data de criação de 1890.


Podemos tentar identificar o período anterior a 1930 em que surge a marca simples de LUFAPO Coimbra, que aparece neste azulejo.







Depois da década de 30 surge outro tipo de louça e uma nova marca, a LUSITÂNIA COIMBRA.



Em 1936 a Lusitânia tinha também comprado a Fábrica de Massarelos, do Porto (1763/1936), cujos donos na época eram Chambers&Wall.

Em 1945, a marca CFCL, Companhia da Fábrica Cerâmica Lusitânia, é substituída por LUFAPO LUSITÂNIA PORTUGAL


Serão dessa época e anos posteriores, esta louça, onde surge também esta variante da marca:



 
Pensamos que a partir de 1945 passará a ser usada a marca LUFAPO MASSARELOS


Em 1959/60 o meu avô foi enviado para o Porto, com o intuito de transmitir os seus conhecimentos na Fábrica Lufapo de Massarelos, onde esteve até 1963, ano em que eu nasci. Nessa altura voltou para Coimbra e trabalhou na Lufapo até se reformar.
É por este motivo que temos em casa tantos exemplares desta louça, tanto de Coimbra como de Massarelos. Herdámos dos nossos avós e alguns deles continuam a ser nossos utilitários de cozinha.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Folha de couve

Mais uma herança dos meus avós. Lembro-me de ver estas taças e pratos no armário da cozinha da minha avó Alice, mas não me lembro de alguma vez terem sido usadas.
Quando era mais nova achava que eram muito esquisitas e até um pouco "parôlas".
Depois apercebi-me que era arte das Caldas da Rainha e ouvi falar com grande deferência da cerâmica Bordalo Pinheiro, que tinha peças ainda mais estrambólicas do que estas Folhas de Couve.
Apercebi-me, toda contente, que tinha uma preciosidade, umas taças Folha de Couve do Bordalo Pinheiro.
Mais recentemente, quando comecei a interessar-me pelas marcas de cerâmica e faiança, fui finalmente confirmar se estas peças tinham a dita marca ou selo da Fábrica Bordalo Pinheiro, das Caldas da Rainha, e qual o meu espanto: aparece-me esta inscrição (legível apenas numa das taças) tão estranha...
Ohhhhhh que desapontada fiquei... Mas o que será que significa? Serão falsas? Serão cópias? serão modelos de outras fábricas?
Enfim, peço a quem entende melhor destas coisas, uma ajuda para as identificar.
De qualquer modo, eram dos meus avós Alice e Francisco, e isso já lhes dá um valor inestimável!!!


terça-feira, 8 de maio de 2012

A terrina da minha Avó

Há alguns dias, cheguei à conclusão que tinha algumas preciosidades em casa, e nem tinha dado conta.
Comecei a interessar-me por cerâmica, quando andava em busca de informações sobre o meu Avô Francisco e deparei-me com uns blogues de pessoas interessadas em faianças, antiguidades e velharias.
Entrei de repente num mundo deste tipo de arte, que, confesso, me passava um pouco ao lado.
Hoje, já consigo procurar na internet as marcas de cerâmica, peças de valor, de mercado ou apenas valor sentimental, e principalmente, peças de muito valor artístico.

Vi-me à procura, nos armários lá de casa, de peças herdadas de avós, tios-avós, pais, e quem diria, até tenho algumas coisas engraçadas.

Esta é a primeira delas, a terrina da minha Avó Alice. Toda a vida a vi em cima da mesa dos meus avós, em Coimbra, e está acompanhada do prato da molheira, que também tenho.
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Pesquisei e descobri que se trata de louça da marca Ludwig Wessel, de Bonn, Alemanha, fabricada nos anos 1910-1969. Esta fábrica trabalhou desde 1829 e fechou em 1970.