sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Odeceixe

Tenho da Praia de Odeceixe tão boas recordações.
Quando eu tinha uns 7 ou 8 anos, acampei nesta praia com os meus pais e irmão. Precisamente naquela curva debaixo das casas. Campismo selvagem mesmo.
Tínhamos amigos na vila que se juntavam a nós. Adultos e crianças que nos acompanhavam nas brincadeiras dentro e fora de água.
O máximo era entrarmos do lado do rio e deixarmo-nos levar pela corrente até ao mar...
Havia o restaurante da Dona Xica onde se comiam umas tomatadas alentejanas que me ficaram na memória.
Também me lembro das viagens no 2cavalos de um amigo que fazia as curvas da estrada de tal maneira que eu enjoava sempre, mas era divertido.

Anos mais tarde regressei a esta praia com amigos. Já havia canoas para subir o rio. Mas a Dona Xica tinha desaparecido...
Depois voltei com a minha Mãe e voltei a embalar-me nas águas do rio...

Hoje é uma praia candidata às Maravilhas de Portugal. Um dia vou voltar lá!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Coisas de que gosto... Pratos

Não são lindos estes pratos? Eu quero todos...

Abram-se as gaiolas e as janelas...


Taj Mahal

Taj Mahal é umas das 7 maravilhas do mundo, mas o que poucos sabem, é a história que está por detrás deste inigualável monumento. O Taj Mahal, é não mais do que uma ode ao amor e representa toda a eloquência que este sentimento pode ser.

Era uma vez um príncipe chamado Kurram que se enamorou por uma princesa aos 15 anos de idade.
Reza a história que se cruzaram acidentalmente mas seus destinos ficaram unidos para todo o sempre. Após uma espera de 5 anos, durante os quais não se puderam ver uma única vez, a cerimónia do casamento teve lugar do ano de 1612, na qual o imperador a rebaptizou de Mumtaz Mahal ou "A eleita do palácio". O Príncipe, foi coroado em 1628 com o nome Shah Jahan, "O Rei do mundo" e governou em paz.

Quis o destino que Mumtaz não fosse rainha por muito tempo. Ao dar à luz o 14º filho de Shah Jahan, morreu aos aos 39 anos em 1631. O Imperador ficou tremendamente desgostoso e inconsolável e, segundo crónicas posteriores, toda a corte chorou a morte da rainha durante 2 anos. Durante esse período, não houve musica, festas ou celebrações de espécie alguma em todo o reino.

 Shah Jahan ordenou então que fosse construído um monumento sem igual, para que o mundo jamais pudesse esquecer. Não se sabe ao certo quem foi o arquitecto, mas reuniram-se em Agra as maiores riquezas do mundo. O mármore fino e branco das pedreiras locais, Jade e cristal da China, Turquesa do Tibet, Lapis Lazulis do Afeganistão, Ágatas do Yemen, Safiras do Ceilão, Ametistas da Pérsia, Corais da Arábia Saudita, Quartzo dos Himalaias, Ambar do Oceano Índico.


 Surge assim o Taj Mahal. O seu nome é uma variação curta de Mumtaz Mahal.. o nome da mulher cuja a memória preserva. O nome "Taj", é de origem Persa, que significa Coroa. "Mahal" é arábico e significa lugar.

Após perder o poder, o imperador foi encarcerado no seu palácio e, a partir dos seus alojamentos, contemplou a sua grande obra até à morte. O Taj Mahal foi, por fim, o refúgio eterno de Shah Jahan e Mumtaz Mahal. Posteriormente, o imperador foi sepultado ao lado da sua esposa, sendo esta a única quebra na perfeita simetria de todo o complexo do Taj Mahal.


 Após quase quatro séculos, milhões de visitantes continuam a reter a sua aura romântica... o Taj Mahal, será para todo o sempre um lágrima solitária no tempo.

 Texto do site Obvious

terça-feira, 31 de julho de 2012

Quadro de Mark Rothko

 Quadro de Mark Rothko

A arte tem destas coisas. Um pequeno espectador depara-se com um quadro a condizer com a sua roupa... Ou será o contrário?...

Michelle Obama

“We are proud of you all.” 
"Estamos orgulhosos de todos vocês - Disse a Primeira Dama aos membros da equipa de Ténis dos EUA, em Londres durante os Jogos Olímpicos de 2012.

É este abraço apertado e sincero, que distingue Michelle Obama de todos os outros membros oficiais que visitam os seus atletas.
É esta proximidade, humildade, alegria e simpatia, que torna a mulher do Presidente dos Estados Unidos da América, numa pessoa tão respeitada e um exemplo para as Primeiras Damas de todo o Mundo.
O casal Obama é um exemplo de proximidade e empatia, não só com os americanos mas também aos olhos de todo nós. Pelo menos os mais sensíveis...
Eu gosto dela, gosto do Barack e gosto dos valores familiares e democráticos que o casal pretende transmitir.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Vestido de porcelana


Vi este vestido num blog do artista brasileiro, Fábio Carvalho, chamado Porcelana Brasil.
A peça foi feita pelo artista chinês Li Xiaofeng, que criou várias peças de roupa usando cacos de porcelana das dinastias Ming, Yuan e Qing.


Deixo-vos aqui o link da página do referido Blog, para poderem ver as outras peças.



http://porcelanabrasil.blogspot.pt/2011/01/roupas-de-porcelana-de-li-xiaofeng.html?showComment=1343398308703#c3068087200378909712


Adorei todas, mas achei este vestido fascinante!

Esperando Godot

A propósito de um artigo no Jornal Público, com o título "À espera de Godot nos Estaleiros de Viana do Castelo", fui à procura do resumo desta peça de teatro de Samuel Beckett para saber exactamente de que trata e quem era Godot. Embora já tivesse lido tantas vezes este título e expressão, na verdade não conhecia a peça.
Então o resultado da minha pesquisa é a seguinte:

Foto de Wolfgang Pannek

Num lugar indefinido - Estrada (caminho) do campo, com árvore, á noite - dois amigos se encontram: Estragon e Vladimir. A primeira frase dita na peça, por Estragon, já indica a inutilidade da presença deles naquele lugar:"nada a fazer" (rien à faire). 
Eles lá se encontram para esperar um sujeito de nome Godot. Nada é esclarecido a respeito de quem é Godot ou o que eles desejam dele. Os dois iniciam um diálogo trivial que só será interrompido quando da entrada de Pozzo e Lucky. O aparecimento destes assusta os amigos, ainda mais pelo modo como os dois vêm: Pozzo puxa uma corda que na outra ponta está amarrada ao pescoço de Lucky. Lucky por sua vez carrega uma pesada mala que não larga um só instante. Entende-se pela situação que Pozzo é o patrão e Lucky seu criado. Os quatro trocam palavras, cada um com seu drama pessoal, até que Pozzo e Lucky saem. Em seguida, entra um garoto para anunciar que quem eles estão esperando - Godot - não viria hoje, talvez amanhã. Fim do primeiro ato.
O segundo ato é a cópia fiel do primeiro. O cenário é o mesmo, a menos da árvore que está um pouco diferente, com algumas folhas. Estragon e Vladimir voltam para esperar Godot, que talvez apareça nesse dia. Iniciam outro diálogo trivial, interrompido outra vez pela chegada de Pozzo e Lucky. Só que, inexplicavelmente, Pozzo está cego e Lucky está surdo. Dialogam. Após a partida destes, aparece um garoto (diferente do garoto do primeiro ato) anunciando que Godot não viria hoje, talvez amanhã. Pensam em se enforcar na árvore, mas desistem, ante a impossibilidade do ato ser simultâneo. 
O diálogo final, que encerra o ato e a peça é o seguinte:
Vladimir: Então, devemos partir? (Alors, on y va?) (Well, shall we go?)
Estragon: Sim, vamos. (allons-y.) (Yes, let's go.)
Eles não se movem. (Ils ne bougent pas.) (They do not move.)
É melhor acabar com a agonia ou continuar esperando Godot?
Não há dúvida de que me identifico com esta espera por coisa nenhuma...
Estou há anos à espera que alguma coisa aconteça no meu trabalho, que alguma coisa se defina, que alguém tome uma posição, que diga sim ou sopas... enfim, eu continuo presa a uma coisa que não sei se é boa ou má, se acaba ou continua... mas cá estou.
Fica a sensação de ter onde ir todos os dias, um objectivo. Principalmente porque me pagam por isso, tal como os funcionários dos Estaleiros de Viana do Castelo, que não têm trabalho mas vão diariamente para o Estaleiro.
São os sonhos também que nos fazem ser o que somos, e são eles também que nos mantém vivos.
Eu também tenho o meu Godot, é claro.
E, enquanto espero por Godot, continuarei a ir para o meu trabalho, fazer as minhas pesquisas, escrever no meu blog, escrever as biografias dos meus antepassados, contactar com os meus amigos nas redes sociais... imaginando de que conversaremos se ele finalmente aparecer.

Estragon - Espere! Eu me pergunto se não teria sido melhor que a gente tivesse ficado sozinho, cada um por si. Nós não fomos feitos para a mesma estrada.
Vladimir - Isso nunca se sabe.
Estragon - Não, nunca se sabe nada.
Vladimir - Nós ainda podemos nos separar; se você achar melhor.
Estragon - Agora é tarde demais.
Vladimir - É, agora é tarde demais.
Estragon - Então, vamos?
Vladimir - Vamos.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Às minhas Avós

Como hoje é o Dia dos Avós, aqui deixo a minha homenagem às minhas duas Avós
Maria Mercês de Lemos Peixinho e Maria Alice Lucas