segunda-feira, 23 de julho de 2012

Alugar ou comprar

Estou mais do que arrependida por ter comprado uma casa.
Cada vez mais me convenço de que cometi um erro enorme por me ter deixado influenciar pela ideia de que ter uma casa era muito importante, porque é um bem imóvel que é "nosso".
Porque assim temos algo para deixar aos nossos herdeiros.

Mas é uma grande mentira!

1º - A casa não é minha, é do banco. Por uns largos anos terei de pagar a casa sem nunca chegar ao fim...
2º - É impossível vender a casa neste momento, nem sei se poderei algum dia vendê-la, por estar tão desvalorizada.
3º - Vou estar presa a esta casa para sempre, ou seja, nunca vou poder mudar de casa para outro local ou melhor prédio, nunca até aceitar vendê-la por um valor muito inferior.
4º - Não posso mudar de prédio a precisar de obras, sujo, de vizinhos horríveis...
5º - Se mudasse de emprego ou de local de trabalho, tinha de alugar outra casa ou vender esta ao preço da chuva.
6º - Vai ser uma chatice para os meus herdeiros, porque eles também não vão querer a casa para nada e só vão ter trabalho a vender.

Gostava tanto de mudar de casa!
Devia ter alugado uma casa, agora podia rescindir o contrato e alugar outra, onde me apetecesse...
Ohhhh...

Queria tanto ter um pequenino jardim, uma varanda... não precisava ser muito grande... mas tinha de ser noutro sítio!

Vou ter de gastar muito dinheiro no Euromilhões a ver se me sai qualquer coisita. Ah pois... LOL

terça-feira, 17 de julho de 2012

Parede e Carcavelos

Há lugares onde me sinto em casa, e um deles é na Parede ou em Carcavelos.

Vivi na Parede, de 1987 a 1997. E em Carcavelos de 1997 a 2002. 
Mudei apenas do início de uma avenida para o fim da mesma -a Avenida dos Maristas.
Mudei de uma localidade para outra, avançando apenas uns 600 metros.
Vivi nesta zona 15 anos e adorei!
Adorei esta praia, os restaurantes, as lojas, o cinema, estar perto do mar, perto do comboio, perto de Cascais e ter tudo ao pé de casa.

Na praia da Parede havia um restaurante à beira de água, nas rochas, onde ia eu almoçar um bom peixe grelhado no Verão. Outro restaurante por cima, para o Inverno.
Era célebre pelos efeitos medicinais da lama com que as pessoas se banhavam, e uma tábuas em que se deitavam nas pedras.
Isso mudou, sofreu obras, está mais moderno, mais bonito. Não está tão pitoresco, é certo...

As tábuas foram substituídas por elegantes cadeiras pagas, mas enfim, ainda apetece ir comer uma sardinhada nas novas esplanadas à beira-mar.

Tinha de ir molhar os pés, o mar até me parece mais limpo e quente. Tive pena de não tomar um banho.

Tenho de voltar mais vezes a esta praia, a estes lugares que me fazem tão bem. 
 Matar saudades de tempos felizes. Porque este é um dos lugares onde me sinto em casa.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Presente da Tia Maria

Este fim de semana fui a Coimbra para o 1º encontro da Família Caetano. Foi giríssimo. Conhecer pessoas tão interessantes que estão tão perto de nós através de laços sanguíneos, mas que desconhecíamos completamente. Foi uma emoção.
Mas depois do almoço recebi um presente muito valioso da minha Tia Maria. Fiquei muitíssimo feliz pelo carinho, gentileza, amizade e alegria com que a minha Tia me ofereceu.2 peças que tinha herdado de alguém, mas que sabia que tinham um significado especial para mim.
Um bule e uma leiteira da Fábrica Lufapo Lusitânia de Coimbra, que como sabem, foi onde trabalhou o meu avô Francisco Caetano.
Foi um presente especial num dia especial para os Caetanos.
Falta a tampa do bule, o que quer dizer que tenho de visitar umas Feiras de Antiguidades à procura de uma. Quem sabe alguém dos meus conhecidos especialistas em cerâmica e feiras de velharias me sabem indicar o melhor local para procurar tampas soltas...

Estas florinhas aparecem em várias peças da Lufapo, pelo que penso ser um motivo recorrente nos anos 40 e 50 desta fábrica.
E para finalizar, a marca Lufapo Lusitânia, a que me habituei e que já reconheço as peças, por vê-las por tantos anos e usa-las em casa dos meus avós.

Muito obrigada, Tia, por este belo e inesperado presente, e pela amizade que partilhamos há tantos anos.

Olaria do Corval

Gosto das cores com que pintam as peças de olaria alentejana. Vi numa estação de serviço na autoestrada A1 algumas peças mas gostei deste cinzeiro só por causa das cores fortes e alegres.
Depois fui informar-me sobre esta Olaria Carrilho Lopes.

São Pedro do Corval é considerada a capital ibérica do barro. Com cerca de 22 olarias e cerca de três dezenas de artesãos, São Pedro do Corval é uma verdadeira escola da olaria tradicional. Mantendo intacta a sua raiz artesanal e cultural desde à centenas de anos, é considerada uma verdadeira aldeia de artesãos.
As olarias de São Pedro do Corval datam a sua existência desde o período árabe, por volta do ano de 1276. As peças de olaria com os seus padrões únicos e característicos, são um verdadeiro espelho da vida rural e tradição de São Pedro do Corval. As peças desta zona impõem-se naturalmente pela beleza da sua composição e o seu efeito decorativo único.
Foi no maior centro oleiro do país que surgiu a Olaria Carrilho Lopes. A 21 de Março de 1970, em São Pedro do Corval outrora chamada Aldeia do Mato, que pertence ao concelho de Reguengos de Monsaraz. Agostinho Gens Lopes Cachaço constitui, em nome individual, a olaria que hoje é gerida pelo seu filho, Antonio Carrilho Lopes.
A tradição oleira na família é secular, remontando ao tempo Francisco Lopes Cachaço, pai do fundador e avô do actual gerente.

terça-feira, 26 de junho de 2012

sexta-feira, 22 de junho de 2012