É contra mim que
luto. Não tenho outro inimigo. O que penso O que sinto, O
que digo E o que faço É que pede castigo E desespera a
lança no meu braço.
Absurda aliança De criança E
adulto, O que sou é um insulto Ao que não sou; E combato
esse vulto Que à traição me invadiu e me ocupou.
Infeliz
com loucura e sem loucura, Peço à vida outra vida, outra
aventura, Outro incerto destino. Não me dou por vencido, Nem
convencido. E agrido em mim o homem e o menino.
MIGUEL
TORGA, in ORFEU REBELDE (1958), in ANTOLOGIA POÉTICA (Coimbra, 4ª
ed., 1994)
Quando na
malhada te apontem o dedo e te critiquem por não alinhares no
gamelão é sinal que a vara de porcos está com medo e que te
não reconhecem como irmão.
Mas nós, amigo te
chamaremos, terás sempre a nossa solidariedade como tu, também
não desarmaremos somos Nós a outra Irmandade
“Tem gente que chega de mansinho e vem fazendo casa na vida da gente. Se aconchega feito brisa leve, até que a gente pede para não mais partir. Tem gente tão especial que nos dá paz, apenas num olhar e diz num simples gesto Que veio para ficar. Não vê nossos defeitos. Nos faz especiais... É gente desse jeito que eu quero sempre mais."
Presépio da marca Moderna Industrial Decorativa Lda, que esteve numa
exposição do Posto de Turismo, no Largo da Portagem, em Coimbra, no início da década
de 50.
Nesta exposição também esteve em exibição um famoso presépio do
Museu Machado de Castro.
O Presépio que procuro foi feito pelo meu avô Francisco Caetano e vendida com o selo da sua fábrica.
Se alguém se lembrar desta exposição ou tenha ouvido falar e me possa dar alguma informação, eu agradecia muito.
O meu avô Francisco Caetano Ferreira, influenciado pelo seu pai, estudou arte na Escola Avelar Brotero, em Coimbra, e foi aprendiz no atelier de canteria e escultura do seu pai Alberto Caetano.
Em 1941 fundou uma fábrica de cerâmica chamada Moderna Industrial Decorativa Limitada, que produzia estatuetas decorativas, de desenho próprio ou importando modelos (de marcas maioritariamente alemãs) para reprodução. Saiu incompatibilizado com os sócios.
Em 1945 morre o seu pai e penso ser por essa altura que ingressa na Fábrica de cerâmica LUFAPO.
Não encontrei nenhuma data de abertura desta fábrica, de Coimbra, mas sei que em 1930 foi comprada pela Companhia da Fábrica Cerâmica Lusitânia, original de Lisboa, com a data de criação de 1890.
Podemos tentar identificar o período anterior a 1930 em que surge a marca simples de LUFAPO Coimbra, que aparece neste azulejo.
Depois da década de 30 surge outro tipo de louça e uma nova marca, a LUSITÂNIA COIMBRA.
Em 1936 a Lusitânia tinha também comprado a Fábrica de Massarelos, do
Porto (1763/1936), cujos donos na época eram Chambers&Wall.
Em 1945, a marca CFCL, Companhia da Fábrica Cerâmica Lusitânia, é substituída por LUFAPO LUSITÂNIA PORTUGAL
Serão dessa época e anos posteriores, esta louça, onde surge também esta variante da marca:
Pensamos que a partir de 1945 passará a ser usada a marca LUFAPO MASSARELOS
Em 1959/60 o meu avô foi enviado para o Porto, com o intuito de transmitir os seus conhecimentos na Fábrica Lufapo de Massarelos, onde esteve até 1963, ano em que eu nasci. Nessa altura voltou para Coimbra e trabalhou na Lufapo até se reformar.
É por este motivo que temos em casa tantos exemplares desta louça, tanto de Coimbra como de Massarelos. Herdámos dos nossos avós e alguns deles continuam a ser nossos utilitários de cozinha.
Vou falar-vos da maior amiga dos animais que conheço: a minha Tia Maria.
Desde que me conheço por gente me lembro que a minha Tia tinha animais em casa. Eram cães, grandes ou pequenos, gatos, canários. Agora o seu fiel amigo é o Léo, um caniche encontrado numa estrada e que se transformou no mais querido amigo da sua dona.
Mas não só. A minha Tia alimenta diariamente umas dezenas (por vezes centenas) de pardalitos que vêm à sua varanda comer. É um espectáculo que enche de alegria a Maria.
Sai do bolso a alpista para tanto pardal, mas só o facto de a sua varanda ter sido a escolhida por estes seres tão bonitos e simpáticos, vale pela alegria e felicidade que trazem à sua casa.
É por este amor aos bichinhos que lhe deixo aqui algumas sugestões, Tia.
Que tal esta forma de comedouro?
E umas casinhas para eles ficarem de vez? A sua varanda seria transformada em hotel 5 estrelas...
Sei que vai gostar desta imagem, assim como eu... Somos do mesmo signo, gostamos de animais e de coisas belas. E como entende tão bem o amor aos animais e o bem que nos faz, aqui lhe deixo mais uma imagem tão ternurenta.
Com um beijinho cheio de admiração, da sua sobrinha...
Vi recentemente um documentário sobre
este filme de Pedro Almodovar: “Tudo sobre minha Mãe” de 1999.
Gostei muito deste filme quando o vi no cinema, mas já tinha passado
alguns anos e visto muitos outros filmes.
Achei o documentário muito
interessante, com entrevistas aos actores, produtores e ao
realizador, sobre a história do filme e dos personagens.
Fiquei a saber o quanto este filme foi
importante para mudar as mentalidades em Espanha. Alguns anos depois,
o nosso país vizinho aprovou o casamento de pessoas do mesmo sexo e
tem uma atitude muito mais aberta em relação à homossexualidade,
travestismo, transsexualismo, ou às famílias ditas fora de padrão
tradicional.
Aproveito uma análise escrita por
Pierre Willemin
Neste
filme a figura materna representa o alicerce familiar, o centro
emocional no desenvolvimento de um indivíduo. Almodóvar elaborou
uma homenagem especial à relação mãe
e filho.
Manuela
(Cecilia Roth) é a soma de todas as mães. É ela que, em
determinada hora, toma conta das demais personagens como se fossem
suas próprias crias, mesmo não sendo.
A
vida de Manuela é espantosa. Quando jovem, fugiu de Barcelona e foi
para Madrid. Estava grávida de um ator chamado Esteban (Toni Cantó),
que tinha se transformado em Lola, um travesti. Dezoito anos mais
tarde, seu filho — o segundo Esteban (Eloy Azorín) — morre
atropelado por um carro. Ele jamais conheceu a identidade do pai,
embora sempre tivesse insistido para que a mãe lhe revelasse a
verdade.
Manuela,
agora sozinha no mundo, decide fazer um "resgate ao passado",
volta para Barcelona à procura de Lola. Na capital catalã, revê
uma velha amiga chamada Agrado (o transformista Antonia San Juan, que
carrega todos os elementos cómicos do filme praticamente sozinho!) e
conhece uma jovem freira, a Irmã Rosa (Penelope Cruz), que presta
serviços de assistência social a prostitutas e travestis. Em poucos
dias, Manuela descobre o segredo de Rosa: está grávida de Lola!
O
relacionamento de Rosa com a própria mãe é repleta de obstáculos.
A vocação religiosa da garota nunca foi de todo aprovada. Ademais,
Rosa não tem coragem de assumir a gravidez para a família, assim
sendo pede ajuda a Manuela, que a acolhe de todo coração. No fim, é
justamente Manuela que assume a responsabilidade para com a criança
(o terceiro Esteban), já que Rosa morre durante o parto por
complicações decorrentes da Aids (ela contraíra a doença com
Lola). No fim, quando Manuela revê o ex-amante, tem a oportunidade
de contar sobre o filho que ambos tiveram e sobre o qual Lola jamais
tomara conhecimento.
Espantoso
imaginar como Pedro Almodóvar, sendo um homem, conseguiu observar
tão profundamente a sensibilidade do universo feminino. O travesti
Agrado (e até mesmo Lola) servem para demonstrar que, para o autor,
a feminilidade está na atitude, transcendendo a questão física. Os
homens são meras referências de espírito em torno das quais as
mulheres orbitam (o homem que Manuela tanto amou não existe mais,
agora tem um "par de tetas"; o filho, Esteban, morreu; o
pai de Rosa não a reconhece, sofre de Mal de Alzheimer;
E
como Almodóvar consegue abordar o tema do amor materno, aquele que
muita gente assegura ser o maior de todos, quase uma unanimidade, sem
parecer piegas? Ele, quem sabe, apenas quisesse enfatizar o velho
ditado que conhecemos tão bem: “no coração de mãe, cabe sempre
mais um”. E o coração de Manuela é a mais impecável insígnia
dessa teoria.
Certamente,
um dos 10 melhores filmes da década de 90!
-
Em 1999, conquistou o Prémio de Melhor Director, o Prémio de Júri
Ecuménico e foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes
-
Em 2000, conquistou o César de Melhor Filme Estrangeiro
- Em
2000, conquistou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro
-
Em 2000, conquistou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
- Em
2000, conquistou o Bafta Film Award de Melhor Filme de Idioma
Estrangeiro, o David Lean Award de Direção e foi indicado ao Bafta
Film Award de Roteiro Original.
Pedro Almodóvar nunca pôde estudar cinema, pois nem ele nem a sua família
tinham dinheiro para pagar os seus estudos. Antes de dirigir filmes, foi
funcionário da companhia telefónica estatal, fez banda desenhada, actor de teatro e cantor de uma banda de rock, na qual participava travestido. Foi o primeiro espanhol a ser indicado ao Óscar de melhor realizador.
Uma das características do cinema produzido por Pedro Almodóvar é a
recorrência de atrizes fectiches com quem o diretor trabalha com enorme
frequência, a única excepção masculina é Antonio Banderas.
Pedro Almodóvar Caballero é o cineasta espanhol de maior renome mundial
atualmente. Sua filmografia é repleta de filmes onde a presença feminina
é o ponto principal das tramas, as cores berrantes, personagens
loucos, e a política espanhola também são destaques em seus roteiros, e
claro uma história densa, pesada, mas bem humorada e sem pretensões de
se levar a sério. Para Almodóvar seus filmes são tão autobiográficos
quanto poderiam ser, suas experiências de vida são suas fontes de
inspiração.
É um dos mais premiados realizadores da história do cinema, venceu dois
Oscar, dois Globo de Ouro, quatro BAFTA, três prêmios do Festival da
Cannes e seis Goya, a honraria máxima do cinema espanhol.
Aqui podemos observar algumas cenas marcantes do cinema de Almodóvar.
E
PARA A ACADÉMICA NÃO VAI NADA NADA NADA?!
TUUUUUUUUUUUUUUDOOOOOOOOOOOOOOOO ENTÃO COM TODA A CAGANÇA E MIJANÇA
SAI UM GRITO ACADÉMICO F-R-A, FRA, F-R-E, FRE, F-R-I, F-R-O, FRO,
F-R-O, EEEEEEEEEEEEEEEF-R-UUUUU, FRUI!!!!! FRA FRE FRI FRO FRU,
ALIQUA ALIQUA, ALIQUA ALIQUA, JIRIBITATA, JIRIBITATA, URRA URRA!!!
Jamor
1939 – Académica-Benfica (4-3) A
Taça de Portugal é uma das competições com mais tradições no
panorama desportivo nacional. Considerada como a prova rainha do
futebol português, teve a sua edição de estreia na já longínqua
época 1938/39.
A primeira final desta competição,
disputada a 26 de Junho de 1939, colocou frente-a-frente Académica e
Benfica. No Campo das Salésias, a Briosa derrotou os encarnados por
4-3 e entrou para a história como a primeira vencedora do certame.
Depois
disso a Académica foi finalista 1951, 1967 e 1969. Perdendo sempre:
5-1
com Benfica em 1951
3-2
vs. Vitória de Setúbal em 1967
2-1
com Benfica em 1969, após prolongamento.
Jamor,
1969 – Académica-Benfica (1-2)
Há
43 anos, a Académica marcou a última presença na final da Taça de
Portugal, e quase bateram o Benfica na final de 1969. Eusébio foi o
responsável pelo prolongamento do jogo mais tumultuoso no antigo
regime. A Académica esteve a ganhar 1-0, com golo de Manuel António,
até aos derradeiros sete minutos, quando um livre do Pantera Negra
levou a bola até aos pés de Simões, que rematou para o empate. O
triunfo encarnado surgiu no prolongamento graças a um golo de...
Eusébio.
"Estamos
a 22 de Junho de 1969. Já se adivinha uma final escaldante, mas
ninguém imagina um cenário daqueles. É o maior comício contra o
regime. No topo sul do Jamor, os cartazes irreverentes não são um
pedido de ajuda, mas sim de mudança para um melhor ensino, menos
polícias, ensino para todos e universidade livre. A Direcção-Geral
da Associação Académica decide aproveitar a final para dar
visibilidade às suas reivindicações. E protestar contra a
repressão de que os estudantes são alvo, depois de, a 17 de Abril,
terem obrigado Américo Tomás, Presidente da República, a abandonar
à pressa a Universidade de Coimbra, onde fora inaugurar o
departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia.
No
interior do edifício, Alberto Martins, presidente da Académica,
pede a palavra a Américo Tomás. “Sua Ex.a, Senhor Presidente da
República, dá-me licença que use da palavra nesta cerimónia em
nome dos estudantes da Universidade de Coimbra?” A palavra é-lhe
negada e a cerimónia termina abruptamente. Nessa mesma noite,
Alberto Martins é detido à porta da Associação Académica de
Coimbra e centenas de estudantes são alvo de uma carga policial à
frente da PIDE, para onde se haviam mobilizado em solidariedade com
Alberto Martins. A contestação sobe de tom nos dias seguintes.
Verão
Quente
A 1 de Junho, os
jogadores da Briosa entram em campo a passo e guardam meio minuto de
silêncio antes de começar o jogo.
No
dia
8, já para as meias-finais, a Académica apresenta-se em Alvalade
equipada de branco e com uma braçadeira preta. “Questão de
temperatura. Com o calor que se tem feito sentir, o branco é melhor.
Ninguém vai para a praia de preto, não é?”
Dia
15, volta a jogar de preto mas nasce a técnica do adesivo a cruzar o
emblema da Associação Académica.
O
protesto é evidente e disso dá conta José Hermano Saraiva,
ministro da Educação, em carta a Marcelo Caetano, poucos dias antes
da final com o Benfica. “As autoridades desportivas admitem que a
equipa da AAC possa ser forçada a exibir algum sinal de luto ou, num
caso extremo, a não alinhar para o jogo. Parece- -me que, na
primeira hipótese, é mais sensato não reprimir, porque qualquer
intervenção se repercutiria em todo o público. Para o caso, que me
parece pouco provável, de uma recusa, teremos de reserva uma outra
equipa – o Sporting – para que os espectadores não tenham
excessivas razões de protesto.”
A
Académica fica-se pelo protesto, apoiado por milhares de estudantes
de todo o país. Fala-se em 35 mil. À cautela, nem o Presidente da
República nem o ministro da Educação, contra tudo o que é
habitual, se deslocam ao Jamor. Nem o jogo é transmitido pela RTP.
Por destino, a Académica nunca
mais chega a uma final da Taça de Portugal. Até... Livro
“Académica, História do Futebol”, João Santana e João
Mesquita, Almedina
Jamor,
2012 – Académica-Sporting (1-0)
A
Académica volta ao Estádio Nacional 73 anos depois e, por "uma
extraordinária coincidência", o Presidente da República não
estará de novo presente. Entre o presente e o passado, as razões da
ausência são distintas: em 1969, Américo Tomás fugia à
contestação estudantil; agora, Cavaco Silva tem compromissos
diplomáticos.
Esta final "é muito importante",
porque, explica Francisco Andrade, "60 por cento dos que vão ao
Jamor serão estudantes do antigamente, que levarão as fitas e as
cartolas e também a saudade da antiga Académica".
A
Académica faz a festa da Taça, venceu o Sporting por 1-0 com um
golo madrugador de Marinho. Os "estudantes" adiantaram-se no
marcador com um golo de Marinho depois de uma boa jogada pelo lado
esquerdo de Diogo Valente. O Sporting nunca conseguiu reagir à
desvantagem.
73 anos depois a "Briosa" volta
a erguer o troféu.
A Maria é filha da Catarina Teixeira e do João Oliveira e vivem em Coimbra. Não conheço pessoalmente nenhum deles, mas são minha família por afinidade. A Catarina foi criada por uma Tia-Avó minha, a Tá, dona de uma retrosaria e ama de crianças. A Catarina foi a filha de coração da minha tia. Por isso é minha prima por afinidade.
Há quem não entenda esta minha relação familiar com a Catarina e a irmã dela, a Paula Teixeira. A Paula conheci em criança e brinquei com ela nas tardes que eu passava na retrosaria da Tá. Fui eu que ensinei a Paula a nadar, recorda ela com orgulho. Eu sou 3 anos mais velha do que ela. Eu tinha 9 e ela tinha 6 anos, nessa altura... Nunca mais nos vimos, mas passados 40 anos reencontrámo-nos ainda que à distância, por enquanto. Descobrimos que no nosso percurso de vida temos muitas afinidades e saudades.
E tal como a nossa Tá (que se chamava Maria) fazemos da nossa família, as pessoas de quem gostamos, mesmo que não sejam nosso sangue, estão no nosso coração. Fomos nós que as escolhemos.
Por isso fiquei tão feliz com a vinda ao mundo da Maria, porque nasceu em homenagem à nossa Maria de Jesus Ferreira (irmã mais nova do meu avô Francisco). Que foi Mãe (sem ser) e será Avó (sem ser). Mas de certeza estará do céu a velar por mais uma bebé...
(o poema entre aspas chama-se "Memória" e é recitado por Carlos Drummond de Andrade, seu autor)
Veja você, onde é que o barco foi desaguar A gente só queria um amor Deus parece às vezes se esquecer Ah, não fala isso, por favor Esse é só o começo do fim da nossa vida Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida Que a gente vai passar
Veja você, quando é que tudo foi desabar A gente corre pra se esconder E se amar, se amar até o fim Sem saber que o fim já vai chegar Deixa o moço bater Que eu cansei da nossa fuga Já não vejo motivos Pra um amor de tantas rugas Não ter o seu lugar
Abre a janela agora Deixa que o sol te veja É só lembrar que o amor é tão maior Que estamos sós no céu Abre a cortina pra mim Que eu não me escondo de ninguém O amor já desvendou nosso lugar E agora está de bem
"Amar o perdido deixa confundido este coração.
Nada pode o olvido contra o sem sentido apelo do Não.
As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão
Mas as coisas findas muito mais que lindas, essas ficarão."
Deixa o moço bater Que eu cansei da nossa fuga Já não vejo motivos Pra um amor de tantas rugas Não ter o seu lugar
Diz, quem é maior que o amor? Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora Vem, vamos além Vão dizer, que a vida é passageira Sem notar que a nossa estrela vai cair
O Dia da espiga é celebrado no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de várias flores campestres, cereais e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição o
ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser
substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte.
A simbologia por detrás das plantas que formam o ramo de espiga:
Espiga – Pão;
Malmequer – Ouro e prata;
Papoila – Amor e vida;
Oliveira – Azeite e paz; luz;
Videira – Vinho e alegria e
Alecrim – saúde e força.
O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora
porque havia uma hora, o meio-dia, em que em que tudo parava, "as águas
dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as
folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o
ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga na lareira para afastar os raios.
Sou descendente dos Lucas, embora não tenha o nome. O meu pai era Lucas Caetano.
O meu bisavô João dos Santos Lucas era chefe de estação dos caminhos de ferro, em Coimbra. Funcionário da CP. Casado com a minha bisavó Celeste d'Oliveira, tiveram 9 filhos. Era pai da minha avó Alice Lucas.
Luís Lucas era o filho mais velho. Presumo que se chamasse Luís Oliveira dos Santos Lucas, e nasceu em 1902, em Coimbra.
Foi o primeiro (que eu tenha conhecimento) a entrar no mundo desportivo. Foi fundador, jogador e dirigente do "União Foot-Ball Coimbra Club", fundado em 1919.
Coimbra era uma cidade marcadamente universitária, e a Associação Académica já tinha o seu clube representativo do seu estatuto social e elitista.
Um grupo de jovens "futricas" do mundo laboral ligados ao comércio e industria da cidade associaram-se e fundaram o seu clube de futebol. O agora conhecido como Clube de Futebol União de Coimbra.
Eis aqui o meu Tio-Avô, Luís Lucas, como jogador da primeira equipa de futebol do União Foot-Ball Coimbra Club, em 1919.
Referenciado no Livro "Coimbra Profunda" - Clube de Futebol União de Coimbra - 1919 - Porque é Preciso ter Memória - 2003", de Júlio Ramos, Diamantino Carvalho e Aurélio Santos.
Transcrevo o início desta entrevista dada ao jornal do Clube:
"Somos uma fôrça e temos uma posição a defender, dentro do desporto local"
"Para a entrevista habitual não recorremos desta vez a nenhum director do clube visado. Preferimos ouvir o sr. Luís Lucas - o sócio fundador que tem o número de honra - por ter a sua acção ligada permanentemente ao União numa obra de vinte e cinco anos que não cansa - em espírito de dedicação e em confiança no futuro da colectividade. Não se pode falar no União de Coimbra, sem se pensar em Luís Lucas...
...Mas o sr. Luís Lucas é ainda uma figura de relêvo em Coimbra, não só pelo seu entusiasmo a favor da causa nobre de todos os desportos, como pelo seu aprumo. Conta gerais simpatias naquela cidade. É membro do Conselho Técnico da Associação de Futebol de Coimbra, lugar para que é reeleito sucessivamente, há muitos anos."
Falo agora do meu Pai - Valdemar Lucas Caetano.
Filho de Francisco Caetano Ferreira e de Maria Alice Lucas. Nasceu em 1931, em Coimbra.
Francisco Caetano (seu pai ) também foi jogador de futebol do União de Coimbra em 1924.
Começou a praticar desporto no Liceu D. João III, jogou futebol na Associação Académica de Coimbra e Basquetebol no Sport Conimbricense.
Tirou o curso de Educação Física no I.N.E.F. em Lisboa. Nessa altura praticava Atletismo, correndo os 5.ooo metros, e jogava Rugby no CDUL. Foi treinador de Rugby e de uma equipa feminina de Basket, além de Ginástica Desportiva e das aulas de Educação Física nas escolas por onde passou.
Dedicou toda a vida à Formação e Ensino da Educação Física e Desporto.
Luís António Lucas - filho de Luís Lucas e Maria Amélia Pereira. Primo de Valdemar Lucas Caetano.
Foi internacional de Voleibol na A.A.Coimbra (na foto o nº 5).
Tirou o curso de Educação Física e foi treinador de Voleibol (de equipas masculinas) e de várias equipas Femininas. Foi por muitos anos o Seleccionador Nacional de Voleibol Feminino.
João Lucas - filho de Luís Lucas e Maria Amélia Pereira. Primo de Valdemar Lucas Caetano.
Também tirou o curso de Educação Física (casado com uma Prof. de E.F. Mª Paula Rodrigues). Actualmente é o Treinador da equipa feminina de Voleibol do S. C. de Braga.
Carlos Filipe Lucas - filho de Luís António Lucas e Maria Helena Sá (também jogadora de voleibol).
Jogou
basquetebol na adolescência, tirou o curso de Gestão Desportiva,
trabalhou na UEFA e actualmente está ligado ao Futebol nacional.
Será que o mais novo membro da família Lucas, também vai seguir as pisadas dos seus antepassados? Gabriel Lucas tem agora 1 ano de idade. É filho de Carlos Filipe Lucas e Brigite Loureiro.
Esta é uma raridade. E como gosto de raridades, tinha de partilhar...
Gosto de Marina Lima e confesso que tenho os discos todos dela, uns 20 e tal... O 1º disco que comprei foi o "Todas" em vinil, de 1985. Desde os anos 80 tenho acompanhado a carreira dela. O único CD que me falta é mesmo uma gravação em inglês do album "O Chamado", de 1993. Vejo os vídeos todos no youtube, e nunca tinha visto este, até hoje... voilá!
Marina Correia Lima nasceu no Rio de Janeiro em 17 de Setembro de 1955, é cantora e compositora. Marina morou nos Estados Unidos durante a infância e o início da adolescência. Neste período ganha um violão do pai, como um pretexto para sentir menos falta do país natal. Iniciou a carreira em 1977, quando decidiu musicar um dos poemas do irmão mais velho, Antônio Cícero e
obteve reconhecimento, pois teve essa canção gravada por Gal Costa, Meu Doce Amor. Estabelecida essa conexão "emocional", Marina e
Cícero trilhariam uma parceria de sucesso. De volta ao Rio de
Janeiro, assina um contrato e lança o primeiro LP, "Simples como Fogo" em 1979. O último disco lançado em 2011 chama-se "Climax".
Há poemas que nos tocam, simplesmente!
Há poemas com ritmo.
Há música que não conhecemos a letra, nem nos interessa.
Mas há poemas com música, ou que reconhecemos logo a melodia, a voz que a canta...
É o caso desta poesia de Pedro Ayres de Magalhães
Vem
Vem
Além de toda a solidão
Perdi a luz do teu viver
Perdi o horizonte
Está bem
Prossegue lá até quereres
Mas vem depois iluminar
Um coração que sofre
Pertenço-te
Até ao fim do mar
Sou como tu
Da mesma luz
Do mesmo amar
Por isso vem
Porque te quero
Consolar
Se não está bem
Deixa-te andar a navegar
Pela flor pelo vento pelo fogo
Pela estrela da noite tão límpida e serena
Pelo nácar do tempo pelo cipreste agudo
Pelo amor sem ironia - por tudo
Que atentamente esperamos
Reconheci tua presença incerta
Tua presença fantástica e liberta.
Sophia de Mello Breyner Andresen,
Livro Sexto (1962)
Eunice Kathleen Waymon mais conhecida pelo seu nome artístico, Nina Simone, nasceu a 21 de Abril de 1933, foi uma grande pianista, cantora e compositora americana. O nome artístico foi adotado aos 20 anos, para que pudesse cantar Blues, a "música do diabo", nos cabarés em Nova Iorque, Filadélfia ou Atlantic City, escondida de seus pais, que eram pastores metodistas.
"Nina" veio de pequena ("little one") e "Simone" foi uma homenagem à grande atriz do cinema francês Simone Signoret, sua preferida.
Nina Simone também se destacou e foi perseguida por ser negra e por abraçar publicamente todo tipo de combate contra o racismo. Seu envolvimento era tal, que chegou a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King.
Faleceu a 21 de Abril de 2003 em Carry-le-Rouet, França.
"Feeling Good" (também conhecida como "Feelin' Good") é uma música escrita pelos compositores-cantores ingleses Anthony Newley e Lesley Bricusses para o musical de 1965 chamado The Roar of the Greasepaint - The Smell of the Crowd.
"Feelin' Good" foi interpretada por um grande número de artistas, incluindo Sammy Davis Jr., Traffic, Yard Dogs Road Show, Muse, John Barrowman, Michael Bublé, Adam Lambert, The Pussycat Dolls ou Joe Bonamassa, além de Nina Simone, claro.
Feeling Good
"Birds flying high you know how I feel
Sun in the sky you know how I feel
Reeds drifting on by you know how I feel
Its a new dawn it's a new day its a new life for me
And I'm feeling good
Fish in the sea you know how I feel
River running free you know how I feel
Blossom in the trees you know how I feel
It's a new dawn its a new day it's a new life for me
And I'm feeling good
Dragonflies all out in the sun
You know what I mean, don't you know
Butterflies are all having fun
You know what I mean
Sleep in peace
When the day is done
And this old world is new world and a bold world for me
Stars when you shine you know how I feel
Scent of the pine you know how I feel
Yeah freedom is my life
And you know how I feel
Its a new dawn its a new day its a new life for me
And I'm feeling good
Ooooh
(Feeling good)"
"Wild Is the Wind" foi escrita pela dupla Dimitri Tiomkin e Ned Washington, gravada originalmente por Johnny Mathis em 1957 para o filme Wild is the wind" tendo sido nomeado para um Óscar.
Foi gravado por Nina Simone em 1959 e 1966. David Bowie, admirador do estilo de Nina Simone, gravou a música em 1976 no album Station to Station. Clan of Xymox em 1994 no album Headcloud. Fatal Shore em 1997, George Michael em 1999, Barbra Streisand em 2003 e finalmente em 2010 surge uma nova versão de Esperanza Spalding, entre muitos outros.
Wild is the Wind
Love me, love me, love me, say you do
Let me fly away with you
For my love is like the wind, and wild is the wind
Wild is the wind
Give me more than one caress, satisfy this hungriness
Let the wind blow through your heart
For wild is the wind, wild is the wind
Refrão:
You touch me, I hear the sound of mandolins
You kiss me
With your kiss my life begins
You're spring to me, all things to me
Don't you know, you're life itself!
Like the leaf clings to the tree,
Oh, my darling, cling to me
For we're like creatures of the wind, and wild is the wind
Wild is the wind
(refrão)
Like the leaf clings to the tree,
Oh, my darling, cling to me
For we're like creatures in the wind, and wild is the wind
Wild is the wind...
Não gosto particularmente de Robbie Williams, e do Frank Sinatra reconheço apenas que tem uma excelente voz e repertório musical... Dito isto, acho esta música linda e uma óptima interpretação dos dois cantores. Sempre gostei mais das músicas tipo lado-B, ou seja, as menos conhecidas, que não são grandes èxitos e esta será uma delas. Descobri este dueto por acaso e apaixonei-me pela melodia suave. Acho uma delícia este verso:
"But now the days are short, I'm in the autumn of my years
And I think of my life as vintage wine"...
It Was a Very Good Year
(Escrita por Ervin Drake, em 1961)
When I was seventeen, it was a very good year
It was a very good year for small town girls
And soft summer nights
We'd hide from the lights
On the village green
When I was seventeen
When I was twenty-one, it was a very good year
It was a very good year for city girls
Who lived up the stairs
With perfumed hair
That came undone
When I was twenty-one
When I was thirty-five, it was a very good year
It was a very good year for blue-blooded girls
Of independent means
We'd ride in limousines
Their chauffeurs would drive
When I was thirty-five
But now the days are short, I'm in the autumn of my years
And I think of my life as vintage wine
From fine old kegs
From the brim to the dregs
It poured sweet and clear
It was a very good year
Léo Ferré nasceu no Mónaco a 24 de Agosto de 1916, foi um poeta, músico e anarquista. Enquanto músico foi autor, compositor e intérprete de um grande número de canções. Viveu no Mónaco, em Paris e na Toscana, onde faleceu a 14 de Julho de 1993, em Castellina in Chianti, Itália.
O elevado nível poético das letras das suas numerosas canções costuma reflectir um inconformismo radical de cunho anarquista e a qualidade da música e da interpretação situam-no nos maiores vultos da moderna canção francesa. Autor de duas grandes séries de canções sobre textos de Baudelaire e Louis Aragon, utilizou também poemas de Apollinaire, Arthur Rimbaud entre outros.
Leonard McCombe
foi o autor da lendária foto feita para a revista Life em 1949 , que
mostra o capataz de um rancho, de 39 anos, com um cigarro na boca. A
imagem inspirou a campanha publicitária promovida pela fabrica de
cigarros Philip Morris, que na época procurava uma nova imagem para a
marca Marlboro. Assim, em 1954, nasceu um ícone chamado "Marlboro Man". A
campanha é tida como uma das mais brilhantes propagandas de todos os
tempos.
Este é um dos mais conhecidos retratos de Sebastião Salgado,
publicado em 1997, na capa do livro “Terra”. A foto que mostra o olhar
sofrido de uma menina foi feita em 1996, num acampamento de Sem-Terra em
Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná. Na época Salgado dedicou o livro às
milhares de famílias de brasileiros sem terra que sobrevivem em
acampamentos improvisados às margens das rodovias.
Este belo retrato de Marilyn Monroe aos 20 anos de idade foi feito por Andre de Dienes.
Nascido em 1913 na Transilvânia (atual Romênia), Andre saiu de casa aos
15 anos após o suicídio de sua mãe e viajou por toda a Europa, antes de
residir na Tunísia, Norte da África, onde fez biscates, aprendeu a
pintar, e comprou sua primeira câmera, uma Retina 35mm. Em 1933 de
Dienes foi viver em Paris onde comprou sua primeira câmera Rolleiflex.
Começou realizando fotos para diversos jornais, incluindo o L´Humanité
(um jornal comunista) e trabalhou para a Associated Press até 1936. Em
1938, com a ajuda de Arnold Gingrich, editor da revista Esquire, ele
emigrou para os EUA e se estabeleceu em Nova York para trabalhar para a
revista Esquire, Vogue, Life e Montgomery Ward. Em 1944 mudou-se para
Hollywood onde conheceu Marilyn Monroe, imediatamente Andre se apaixonou
por sua inocência e charme, vivendo um romance com a jovem atriz. Andre
morreu em 1985.
Esta foto proveniente do álbum de família mostra o pequeno Elvis, aos dois anos de idade, ao lado de seus pais Vernon Presley e Gladys Love Smith.
A família passou por dificuldades financeiras, principalmente quando
Vernon, o pai de Elvis, foi preso por falsificar um cheque. Em 1948, aos
13 anos, Elvis se mudou com a família para a musical cidade de Memphis,
para em seguida conquistar o mundo. Elvis foi um dos músicos populares
da história, com mais de 100 milhões de discos vendidos somente nos EUA. Elvis Presley morreu subitamente de insuficiência cardíaca em 16 de Agosto de 1977, aos 42 anos de idade.