quarta-feira, 30 de maio de 2012

Guerra Civil de Miguel Torga


Miguel Torga (Adolfo Rocha) em Panóias


GUERRA CIVIL

É contra mim que luto.
Não tenho outro inimigo.
O que penso
O que sinto,
O que digo
E o que faço
É que pede castigo
E desespera a lança no meu braço.

Absurda aliança
De criança
E adulto,
O que sou é um insulto
Ao que não sou;
E combato esse vulto
Que à traição me invadiu e me ocupou.

Infeliz com loucura e sem loucura,
Peço à vida outra vida, outra aventura,
Outro incerto destino.
Não me dou por vencido,
Nem convencido.
E agrido em mim o homem e o menino.


MIGUEL TORGA, in ORFEU REBELDE (1958), in ANTOLOGIA POÉTICA (Coimbra, 4ª ed., 1994)

Aos injustiçados



SEPARAÇÃO DAS ÁGUAS
Quando na malhada te apontem o dedo
e te critiquem por não alinhares no gamelão
é sinal que a vara de porcos está com medo
e que te não reconhecem como irmão.

Mas nós, amigo te chamaremos,
terás sempre a nossa solidariedade
como tu, também não desarmaremos
somos Nós a outra Irmandade

Eles que fiquem SUÍNOS ANAFADOS
e nós CIDADÃOS HONRADOS!

De Miguel Varunca Simões

terça-feira, 29 de maio de 2012

Tem gente...

“Tem gente que chega de mansinho e vem fazendo casa na vida da gente.
Se aconchega feito brisa leve, até que a gente pede para não mais partir.
Tem gente tão especial que nos dá paz, apenas num olhar e diz num simples gesto
Que veio para ficar.
Não vê nossos defeitos.
Nos faz especiais...
É gente desse jeito que eu quero sempre mais."
 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Procuro Presépio M.I.D.

PROCURO 
Presépio da marca Moderna Industrial Decorativa Lda, que esteve numa exposição do Posto de Turismo, no Largo da Portagem, em Coimbra, no início da década de 50. 
Nesta exposição também esteve em exibição um famoso presépio do Museu Machado de Castro.
O Presépio que procuro foi feito pelo meu avô Francisco Caetano e vendida com o selo da sua fábrica.
Se alguém se lembrar desta exposição ou tenha ouvido falar e me possa dar alguma informação, eu agradecia muito.
 

O meu Avô e a LUFAPO LUSITÂNIA

O meu avô Francisco Caetano Ferreira, influenciado pelo seu pai, estudou arte na Escola Avelar Brotero, em Coimbra, e foi aprendiz no atelier de canteria e escultura do seu pai Alberto Caetano.
Em 1941 fundou uma fábrica de cerâmica chamada Moderna Industrial Decorativa Limitada, que produzia estatuetas decorativas, de desenho próprio ou importando modelos (de marcas maioritariamente alemãs) para reprodução. Saiu incompatibilizado com os sócios.
Em 1945 morre o seu pai e penso ser por essa altura que ingressa na Fábrica de cerâmica LUFAPO.

Não encontrei nenhuma data de abertura desta fábrica, de Coimbra, mas sei que em 1930 foi comprada pela Companhia da Fábrica Cerâmica Lusitânia, original de Lisboa, com a data de criação de 1890.


Podemos tentar identificar o período anterior a 1930 em que surge a marca simples de LUFAPO Coimbra, que aparece neste azulejo.







Depois da década de 30 surge outro tipo de louça e uma nova marca, a LUSITÂNIA COIMBRA.



Em 1936 a Lusitânia tinha também comprado a Fábrica de Massarelos, do Porto (1763/1936), cujos donos na época eram Chambers&Wall.

Em 1945, a marca CFCL, Companhia da Fábrica Cerâmica Lusitânia, é substituída por LUFAPO LUSITÂNIA PORTUGAL


Serão dessa época e anos posteriores, esta louça, onde surge também esta variante da marca:



 
Pensamos que a partir de 1945 passará a ser usada a marca LUFAPO MASSARELOS


Em 1959/60 o meu avô foi enviado para o Porto, com o intuito de transmitir os seus conhecimentos na Fábrica Lufapo de Massarelos, onde esteve até 1963, ano em que eu nasci. Nessa altura voltou para Coimbra e trabalhou na Lufapo até se reformar.
É por este motivo que temos em casa tantos exemplares desta louça, tanto de Coimbra como de Massarelos. Herdámos dos nossos avós e alguns deles continuam a ser nossos utilitários de cozinha.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Os bichinhos da Tia Maria

Aqui há gato...

Vou falar-vos da maior amiga dos animais que conheço: a minha Tia Maria.
Desde que me conheço por gente me lembro que a minha Tia tinha animais em casa. Eram cães, grandes ou pequenos, gatos, canários. Agora o seu fiel amigo é o Léo, um caniche encontrado numa estrada e que se transformou no mais querido amigo da sua dona.
Mas não só. A minha Tia alimenta diariamente umas dezenas (por vezes centenas) de pardalitos que vêm à sua varanda comer. É um espectáculo que enche de alegria a Maria.
Sai do bolso a alpista para tanto pardal, mas só o facto de a sua varanda ter sido a escolhida por estes seres tão bonitos e simpáticos, vale pela alegria e felicidade que trazem à sua casa.
É por este amor aos bichinhos que lhe deixo aqui algumas sugestões, Tia.

Que tal esta forma de comedouro?

E umas casinhas para eles ficarem de vez? A sua varanda seria transformada em hotel 5 estrelas...
Sei que vai gostar desta imagem, assim como eu... Somos do mesmo signo, gostamos de animais e de coisas belas. E como entende tão bem o amor aos animais e o bem que nos faz, aqui lhe deixo mais uma imagem tão ternurenta.

Com um beijinho cheio de admiração, da sua sobrinha...


terça-feira, 22 de maio de 2012

“Tudo sobre minha Mãe” de Pedro Almodóvar


Vi recentemente um documentário sobre este filme de Pedro Almodovar: “Tudo sobre minha Mãe” de 1999. Gostei muito deste filme quando o vi no cinema, mas já tinha passado alguns anos e visto muitos outros filmes.
Achei o documentário muito interessante, com entrevistas aos actores, produtores e ao realizador, sobre a história do filme e dos personagens.
Fiquei a saber o quanto este filme foi importante para mudar as mentalidades em Espanha. Alguns anos depois, o nosso país vizinho aprovou o casamento de pessoas do mesmo sexo e tem uma atitude muito mais aberta em relação à homossexualidade, travestismo, transsexualismo, ou às famílias ditas fora de padrão tradicional.

 
Aproveito uma análise escrita por Pierre Willemin

Neste filme a figura materna representa o alicerce familiar, o centro emocional no desenvolvimento de um indivíduo. Almodóvar elaborou uma homenagem especial à relação mãe e filho.
Manuela (Cecilia Roth) é a soma de todas as mães. É ela que, em determinada hora, toma conta das demais personagens como se fossem suas próprias crias, mesmo não sendo.

A vida de Manuela é espantosa. Quando jovem, fugiu de Barcelona e foi para Madrid. Estava grávida de um ator chamado Esteban (Toni Cantó), que tinha se transformado em Lola, um travesti. Dezoito anos mais tarde, seu filho — o segundo Esteban (Eloy Azorín) — morre atropelado por um carro. Ele jamais conheceu a identidade do pai, embora sempre tivesse insistido para que a mãe lhe revelasse a verdade.
Manuela, agora sozinha no mundo, decide fazer um "resgate ao passado", volta para Barcelona à procura de Lola. Na capital catalã, revê uma velha amiga chamada Agrado (o transformista Antonia San Juan, que carrega todos os elementos cómicos do filme praticamente sozinho!) e conhece uma jovem freira, a Irmã Rosa (Penelope Cruz), que presta serviços de assistência social a prostitutas e travestis. Em poucos dias, Manuela descobre o segredo de Rosa: está grávida de Lola!

O relacionamento de Rosa com a própria mãe é repleta de obstáculos. A vocação religiosa da garota nunca foi de todo aprovada. Ademais, Rosa não tem coragem de assumir a gravidez para a família, assim sendo pede ajuda a Manuela, que a acolhe de todo coração. No fim, é justamente Manuela que assume a responsabilidade para com a criança (o terceiro Esteban), já que Rosa morre durante o parto por complicações decorrentes da Aids (ela contraíra a doença com Lola). No fim, quando Manuela revê o ex-amante, tem a oportunidade de contar sobre o filho que ambos tiveram e sobre o qual Lola jamais tomara conhecimento.

Espantoso imaginar como Pedro Almodóvar, sendo um homem, conseguiu observar tão profundamente a sensibilidade do universo feminino. O travesti Agrado (e até mesmo Lola) servem para demonstrar que, para o autor, a feminilidade está na atitude, transcendendo a questão física. Os homens são meras referências de espírito em torno das quais as mulheres orbitam (o homem que Manuela tanto amou não existe mais, agora tem um "par de tetas"; o filho, Esteban, morreu; o pai de Rosa não a reconhece, sofre de Mal de Alzheimer;
E como Almodóvar consegue abordar o tema do amor materno, aquele que muita gente assegura ser o maior de todos, quase uma unanimidade, sem parecer piegas? Ele, quem sabe, apenas quisesse enfatizar o velho ditado que conhecemos tão bem: “no coração de mãe, cabe sempre mais um”. E o coração de Manuela é a mais impecável insígnia dessa teoria.
Certamente, um dos 10 melhores filmes da década de 90!

- Em 1999, conquistou o Prémio de Melhor Director, o Prémio de Júri Ecuménico e foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes

- Em 2000, conquistou o César de Melhor Filme Estrangeiro

- Em 2000, conquistou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro

- Em 2000, conquistou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro

- Em 2000, conquistou o Bafta Film Award de Melhor Filme de Idioma Estrangeiro, o David Lean Award de Direção e foi indicado ao Bafta Film Award de Roteiro Original.


Pedro Almodóvar nunca pôde estudar cinema, pois nem ele nem a sua família tinham dinheiro para pagar os seus estudos. Antes de dirigir filmes, foi funcionário da companhia telefónica estatal, fez banda desenhada, actor de teatro e cantor de uma banda de rock, na qual participava travestido. Foi o primeiro espanhol a ser indicado ao Óscar de melhor realizador.

Uma das características do cinema produzido por Pedro Almodóvar é a recorrência de atrizes fectiches com quem o diretor trabalha com enorme frequência, a única excepção masculina é Antonio Banderas. 

Pedro Almodóvar Caballero é o cineasta espanhol de maior renome mundial atualmente. Sua filmografia é repleta de filmes onde a presença feminina é o ponto principal das tramas, as cores berrantes, personagens loucos, e a política espanhola também são destaques em seus roteiros, e claro uma história densa, pesada, mas bem humorada e sem pretensões de se levar a sério. Para Almodóvar seus filmes são tão autobiográficos quanto poderiam ser, suas experiências de vida são suas fontes de inspiração. 

É um dos mais premiados realizadores da história do cinema, venceu dois Oscar, dois Globo de Ouro, quatro BAFTA, três prêmios do Festival da Cannes e seis Goya, a honraria máxima do cinema espanhol.

Aqui podemos observar algumas cenas marcantes do cinema de Almodóvar. 



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Briosa Académica



E PARA A ACADÉMICA NÃO VAI NADA NADA NADA?! TUUUUUUUUUUUUUUDOOOOOOOOOOOOOOOO ENTÃO COM TODA A CAGANÇA E MIJANÇA SAI UM GRITO ACADÉMICO F-R-A, FRA, F-R-E, FRE, F-R-I, F-R-O, FRO, F-R-O, EEEEEEEEEEEEEEEF-R-UUUUU, FRUI!!!!! FRA FRE FRI FRO FRU, ALIQUA ALIQUA, ALIQUA ALIQUA, JIRIBITATA, JIRIBITATA, URRA URRA!!! 


  Jamor 1939 – Académica-Benfica (4-3)
A Taça de Portugal é uma das competições com mais tradições no panorama desportivo nacional. Considerada como a prova rainha do futebol português, teve a sua edição de estreia na já longínqua época 1938/39.

A primeira final desta competição, disputada a 26 de Junho de 1939, colocou frente-a-frente Académica e Benfica. No Campo das Salésias, a Briosa derrotou os encarnados por 4-3 e entrou para a história como a primeira vencedora do certame.


 
Depois disso a Académica foi finalista 1951, 1967 e 1969. Perdendo sempre:
5-1 com Benfica em 1951
3-2 vs. Vitória de Setúbal em 1967
2-1 com Benfica em 1969, após prolongamento. 

 
  Jamor, 1969 – Académica-Benfica (1-2)
Há 43 anos, a Académica marcou a última presença na final da Taça de Portugal, e quase bateram o Benfica na final de 1969. Eusébio foi o responsável pelo prolongamento do jogo mais tumultuoso no antigo regime. A Académica esteve a ganhar 1-0, com golo de Manuel António, até aos derradeiros sete minutos, quando um livre do Pantera Negra levou a bola até aos pés de Simões, que rematou para o empate. O triunfo encarnado surgiu no prolongamento graças a um golo de... Eusébio.

"Estamos a 22 de Junho de 1969. Já se adivinha uma final escaldante, mas ninguém imagina um cenário daqueles. É o maior comício contra o regime. No topo sul do Jamor, os cartazes irreverentes não são um pedido de ajuda, mas sim de mudança para um melhor ensino, menos polícias, ensino para todos e universidade livre. A Direcção-Geral da Associação Académica decide aproveitar a final para dar visibilidade às suas reivindicações. E protestar contra a repressão de que os estudantes são alvo, depois de, a 17 de Abril, terem obrigado Américo Tomás, Presidente da República, a abandonar à pressa a Universidade de Coimbra, onde fora inaugurar o departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia.
No interior do edifício, Alberto Martins, presidente da Académica, pede a palavra a Américo Tomás. “Sua Ex.a, Senhor Presidente da República, dá-me licença que use da palavra nesta cerimónia em nome dos estudantes da Universidade de Coimbra?” A palavra é-lhe negada e a cerimónia termina abruptamente. Nessa mesma noite, Alberto Martins é detido à porta da Associação Académica de Coimbra e centenas de estudantes são alvo de uma carga policial à frente da PIDE, para onde se haviam mobilizado em solidariedade com Alberto Martins. A contestação sobe de tom nos dias seguintes.

Verão Quente A 1 de Junho, os jogadores da Briosa entram em campo a passo e guardam meio minuto de silêncio antes de começar o jogo.
No dia 8, já para as meias-finais, a Académica apresenta-se em Alvalade equipada de branco e com uma braçadeira preta. “Questão de temperatura. Com o calor que se tem feito sentir, o branco é melhor. Ninguém vai para a praia de preto, não é?”
Dia 15, volta a jogar de preto mas nasce a técnica do adesivo a cruzar o emblema da Associação Académica.
O protesto é evidente e disso dá conta José Hermano Saraiva, ministro da Educação, em carta a Marcelo Caetano, poucos dias antes da final com o Benfica. “As autoridades desportivas admitem que a equipa da AAC possa ser forçada a exibir algum sinal de luto ou, num caso extremo, a não alinhar para o jogo. Parece- -me que, na primeira hipótese, é mais sensato não reprimir, porque qualquer intervenção se repercutiria em todo o público. Para o caso, que me parece pouco provável, de uma recusa, teremos de reserva uma outra equipa – o Sporting – para que os espectadores não tenham excessivas razões de protesto.”
A Académica fica-se pelo protesto, apoiado por milhares de estudantes de todo o país. Fala-se em 35 mil. À cautela, nem o Presidente da República nem o ministro da Educação, contra tudo o que é habitual, se deslocam ao Jamor. Nem o jogo é transmitido pela RTP.
Por destino, a Académica nunca mais chega a uma final da Taça de Portugal. Até...

Livro “Académica, História do Futebol”, João Santana e João Mesquita, Almedina


 

Jamor, 2012 – Académica-Sporting (1-0)

A Académica volta ao Estádio Nacional 73 anos depois e, por "uma extraordinária coincidência", o Presidente da República não estará de novo presente. Entre o presente e o passado, as razões da ausência são distintas: em 1969, Américo Tomás fugia à contestação estudantil; agora, Cavaco Silva tem compromissos diplomáticos.

Esta final "é muito importante", porque, explica Francisco Andrade, "60 por cento dos que vão ao Jamor serão estudantes do antigamente, que levarão as fitas e as cartolas e também a saudade da antiga Académica". 



A Académica faz a festa da Taça, venceu o Sporting por 1-0 com um golo madrugador de Marinho. Os "estudantes" adiantaram-se no marcador com um golo de Marinho depois de uma boa jogada pelo lado esquerdo de Diogo Valente. O Sporting nunca conseguiu reagir à desvantagem. 


                                    73 anos depois a "Briosa" volta a erguer o troféu. 
 

Maria, neta da Maria

Rui Veloso - Benvinda sejas Maria 

No dia 17 de Maio nasceu a Maria.

A Maria é filha da Catarina Teixeira e do João Oliveira e vivem em Coimbra. Não conheço pessoalmente nenhum deles, mas são minha família por afinidade. A Catarina foi criada por uma Tia-Avó minha, a Tá, dona de uma retrosaria e ama de crianças. A Catarina foi a filha de coração da minha tia. Por isso é minha prima por afinidade.

Há quem não entenda esta minha relação familiar com a Catarina e a irmã dela, a Paula Teixeira. A Paula conheci em criança e brinquei com ela nas tardes que eu passava na retrosaria da Tá.  Fui eu que ensinei a Paula a nadar, recorda ela com orgulho. Eu sou 3 anos mais velha do que ela. Eu tinha 9 e ela tinha 6 anos, nessa altura... Nunca mais nos vimos, mas passados 40 anos reencontrámo-nos ainda que à distância, por enquanto. Descobrimos que no nosso percurso de vida temos muitas afinidades e saudades.

E tal como a nossa Tá (que se chamava Maria) fazemos da nossa família, as pessoas de quem gostamos, mesmo que não sejam nosso sangue, estão no nosso coração. Fomos nós que as escolhemos.

Por isso fiquei tão feliz com a vinda ao mundo da Maria, porque nasceu em homenagem à nossa Maria de Jesus Ferreira (irmã mais nova do meu avô Francisco). Que foi Mãe (sem ser) e será Avó (sem ser). Mas de certeza estará do céu a velar por mais uma bebé...