O meu avô Francisco Caetano Ferreira, influenciado pelo seu pai, estudou arte na Escola Avelar Brotero, em Coimbra, e foi aprendiz no atelier de canteria e escultura do seu pai Alberto Caetano.
Em 1941 fundou uma fábrica de cerâmica chamada Moderna Industrial Decorativa Limitada, que produzia estatuetas decorativas, de desenho próprio ou importando modelos (de marcas maioritariamente alemãs) para reprodução. Saiu incompatibilizado com os sócios.
Em 1945 morre o seu pai e penso ser por essa altura que ingressa na Fábrica de cerâmica LUFAPO.
Não encontrei nenhuma data de abertura desta fábrica, de Coimbra, mas sei que em 1930 foi comprada pela Companhia da Fábrica Cerâmica Lusitânia, original de Lisboa, com a data de criação de 1890.
Podemos tentar identificar o período anterior a 1930 em que surge a marca simples de LUFAPO Coimbra, que aparece neste azulejo.
Depois da década de 30 surge outro tipo de louça e uma nova marca, a LUSITÂNIA COIMBRA.
Em 1936 a Lusitânia tinha também comprado a Fábrica de Massarelos, do
Porto (1763/1936), cujos donos na época eram Chambers&Wall.
Em 1945, a marca CFCL, Companhia da Fábrica Cerâmica Lusitânia, é substituída por LUFAPO LUSITÂNIA PORTUGAL
Serão dessa época e anos posteriores, esta louça, onde surge também esta variante da marca:
Pensamos que a partir de 1945 passará a ser usada a marca LUFAPO MASSARELOS
Em 1959/60 o meu avô foi enviado para o Porto, com o intuito de transmitir os seus conhecimentos na Fábrica Lufapo de Massarelos, onde esteve até 1963, ano em que eu nasci. Nessa altura voltou para Coimbra e trabalhou na Lufapo até se reformar.
É por este motivo que temos em casa tantos exemplares desta louça, tanto de Coimbra como de Massarelos. Herdámos dos nossos avós e alguns deles continuam a ser nossos utilitários de cozinha.
Vou falar-vos da maior amiga dos animais que conheço: a minha Tia Maria.
Desde que me conheço por gente me lembro que a minha Tia tinha animais em casa. Eram cães, grandes ou pequenos, gatos, canários. Agora o seu fiel amigo é o Léo, um caniche encontrado numa estrada e que se transformou no mais querido amigo da sua dona.
Mas não só. A minha Tia alimenta diariamente umas dezenas (por vezes centenas) de pardalitos que vêm à sua varanda comer. É um espectáculo que enche de alegria a Maria.
Sai do bolso a alpista para tanto pardal, mas só o facto de a sua varanda ter sido a escolhida por estes seres tão bonitos e simpáticos, vale pela alegria e felicidade que trazem à sua casa.
É por este amor aos bichinhos que lhe deixo aqui algumas sugestões, Tia.
Que tal esta forma de comedouro?
E umas casinhas para eles ficarem de vez? A sua varanda seria transformada em hotel 5 estrelas...
Sei que vai gostar desta imagem, assim como eu... Somos do mesmo signo, gostamos de animais e de coisas belas. E como entende tão bem o amor aos animais e o bem que nos faz, aqui lhe deixo mais uma imagem tão ternurenta.
Com um beijinho cheio de admiração, da sua sobrinha...
Vi recentemente um documentário sobre
este filme de Pedro Almodovar: “Tudo sobre minha Mãe” de 1999.
Gostei muito deste filme quando o vi no cinema, mas já tinha passado
alguns anos e visto muitos outros filmes.
Achei o documentário muito
interessante, com entrevistas aos actores, produtores e ao
realizador, sobre a história do filme e dos personagens.
Fiquei a saber o quanto este filme foi
importante para mudar as mentalidades em Espanha. Alguns anos depois,
o nosso país vizinho aprovou o casamento de pessoas do mesmo sexo e
tem uma atitude muito mais aberta em relação à homossexualidade,
travestismo, transsexualismo, ou às famílias ditas fora de padrão
tradicional.
Aproveito uma análise escrita por
Pierre Willemin
Neste
filme a figura materna representa o alicerce familiar, o centro
emocional no desenvolvimento de um indivíduo. Almodóvar elaborou
uma homenagem especial à relação mãe
e filho.
Manuela
(Cecilia Roth) é a soma de todas as mães. É ela que, em
determinada hora, toma conta das demais personagens como se fossem
suas próprias crias, mesmo não sendo.
A
vida de Manuela é espantosa. Quando jovem, fugiu de Barcelona e foi
para Madrid. Estava grávida de um ator chamado Esteban (Toni Cantó),
que tinha se transformado em Lola, um travesti. Dezoito anos mais
tarde, seu filho — o segundo Esteban (Eloy Azorín) — morre
atropelado por um carro. Ele jamais conheceu a identidade do pai,
embora sempre tivesse insistido para que a mãe lhe revelasse a
verdade.
Manuela,
agora sozinha no mundo, decide fazer um "resgate ao passado",
volta para Barcelona à procura de Lola. Na capital catalã, revê
uma velha amiga chamada Agrado (o transformista Antonia San Juan, que
carrega todos os elementos cómicos do filme praticamente sozinho!) e
conhece uma jovem freira, a Irmã Rosa (Penelope Cruz), que presta
serviços de assistência social a prostitutas e travestis. Em poucos
dias, Manuela descobre o segredo de Rosa: está grávida de Lola!
O
relacionamento de Rosa com a própria mãe é repleta de obstáculos.
A vocação religiosa da garota nunca foi de todo aprovada. Ademais,
Rosa não tem coragem de assumir a gravidez para a família, assim
sendo pede ajuda a Manuela, que a acolhe de todo coração. No fim, é
justamente Manuela que assume a responsabilidade para com a criança
(o terceiro Esteban), já que Rosa morre durante o parto por
complicações decorrentes da Aids (ela contraíra a doença com
Lola). No fim, quando Manuela revê o ex-amante, tem a oportunidade
de contar sobre o filho que ambos tiveram e sobre o qual Lola jamais
tomara conhecimento.
Espantoso
imaginar como Pedro Almodóvar, sendo um homem, conseguiu observar
tão profundamente a sensibilidade do universo feminino. O travesti
Agrado (e até mesmo Lola) servem para demonstrar que, para o autor,
a feminilidade está na atitude, transcendendo a questão física. Os
homens são meras referências de espírito em torno das quais as
mulheres orbitam (o homem que Manuela tanto amou não existe mais,
agora tem um "par de tetas"; o filho, Esteban, morreu; o
pai de Rosa não a reconhece, sofre de Mal de Alzheimer;
E
como Almodóvar consegue abordar o tema do amor materno, aquele que
muita gente assegura ser o maior de todos, quase uma unanimidade, sem
parecer piegas? Ele, quem sabe, apenas quisesse enfatizar o velho
ditado que conhecemos tão bem: “no coração de mãe, cabe sempre
mais um”. E o coração de Manuela é a mais impecável insígnia
dessa teoria.
Certamente,
um dos 10 melhores filmes da década de 90!
-
Em 1999, conquistou o Prémio de Melhor Director, o Prémio de Júri
Ecuménico e foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes
-
Em 2000, conquistou o César de Melhor Filme Estrangeiro
- Em
2000, conquistou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro
-
Em 2000, conquistou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
- Em
2000, conquistou o Bafta Film Award de Melhor Filme de Idioma
Estrangeiro, o David Lean Award de Direção e foi indicado ao Bafta
Film Award de Roteiro Original.
Pedro Almodóvar nunca pôde estudar cinema, pois nem ele nem a sua família
tinham dinheiro para pagar os seus estudos. Antes de dirigir filmes, foi
funcionário da companhia telefónica estatal, fez banda desenhada, actor de teatro e cantor de uma banda de rock, na qual participava travestido. Foi o primeiro espanhol a ser indicado ao Óscar de melhor realizador.
Uma das características do cinema produzido por Pedro Almodóvar é a
recorrência de atrizes fectiches com quem o diretor trabalha com enorme
frequência, a única excepção masculina é Antonio Banderas.
Pedro Almodóvar Caballero é o cineasta espanhol de maior renome mundial
atualmente. Sua filmografia é repleta de filmes onde a presença feminina
é o ponto principal das tramas, as cores berrantes, personagens
loucos, e a política espanhola também são destaques em seus roteiros, e
claro uma história densa, pesada, mas bem humorada e sem pretensões de
se levar a sério. Para Almodóvar seus filmes são tão autobiográficos
quanto poderiam ser, suas experiências de vida são suas fontes de
inspiração.
É um dos mais premiados realizadores da história do cinema, venceu dois
Oscar, dois Globo de Ouro, quatro BAFTA, três prêmios do Festival da
Cannes e seis Goya, a honraria máxima do cinema espanhol.
Aqui podemos observar algumas cenas marcantes do cinema de Almodóvar.
E
PARA A ACADÉMICA NÃO VAI NADA NADA NADA?!
TUUUUUUUUUUUUUUDOOOOOOOOOOOOOOOO ENTÃO COM TODA A CAGANÇA E MIJANÇA
SAI UM GRITO ACADÉMICO F-R-A, FRA, F-R-E, FRE, F-R-I, F-R-O, FRO,
F-R-O, EEEEEEEEEEEEEEEF-R-UUUUU, FRUI!!!!! FRA FRE FRI FRO FRU,
ALIQUA ALIQUA, ALIQUA ALIQUA, JIRIBITATA, JIRIBITATA, URRA URRA!!!
Jamor
1939 – Académica-Benfica (4-3) A
Taça de Portugal é uma das competições com mais tradições no
panorama desportivo nacional. Considerada como a prova rainha do
futebol português, teve a sua edição de estreia na já longínqua
época 1938/39.
A primeira final desta competição,
disputada a 26 de Junho de 1939, colocou frente-a-frente Académica e
Benfica. No Campo das Salésias, a Briosa derrotou os encarnados por
4-3 e entrou para a história como a primeira vencedora do certame.
Depois
disso a Académica foi finalista 1951, 1967 e 1969. Perdendo sempre:
5-1
com Benfica em 1951
3-2
vs. Vitória de Setúbal em 1967
2-1
com Benfica em 1969, após prolongamento.
Jamor,
1969 – Académica-Benfica (1-2)
Há
43 anos, a Académica marcou a última presença na final da Taça de
Portugal, e quase bateram o Benfica na final de 1969. Eusébio foi o
responsável pelo prolongamento do jogo mais tumultuoso no antigo
regime. A Académica esteve a ganhar 1-0, com golo de Manuel António,
até aos derradeiros sete minutos, quando um livre do Pantera Negra
levou a bola até aos pés de Simões, que rematou para o empate. O
triunfo encarnado surgiu no prolongamento graças a um golo de...
Eusébio.
"Estamos
a 22 de Junho de 1969. Já se adivinha uma final escaldante, mas
ninguém imagina um cenário daqueles. É o maior comício contra o
regime. No topo sul do Jamor, os cartazes irreverentes não são um
pedido de ajuda, mas sim de mudança para um melhor ensino, menos
polícias, ensino para todos e universidade livre. A Direcção-Geral
da Associação Académica decide aproveitar a final para dar
visibilidade às suas reivindicações. E protestar contra a
repressão de que os estudantes são alvo, depois de, a 17 de Abril,
terem obrigado Américo Tomás, Presidente da República, a abandonar
à pressa a Universidade de Coimbra, onde fora inaugurar o
departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia.
No
interior do edifício, Alberto Martins, presidente da Académica,
pede a palavra a Américo Tomás. “Sua Ex.a, Senhor Presidente da
República, dá-me licença que use da palavra nesta cerimónia em
nome dos estudantes da Universidade de Coimbra?” A palavra é-lhe
negada e a cerimónia termina abruptamente. Nessa mesma noite,
Alberto Martins é detido à porta da Associação Académica de
Coimbra e centenas de estudantes são alvo de uma carga policial à
frente da PIDE, para onde se haviam mobilizado em solidariedade com
Alberto Martins. A contestação sobe de tom nos dias seguintes.
Verão
Quente
A 1 de Junho, os
jogadores da Briosa entram em campo a passo e guardam meio minuto de
silêncio antes de começar o jogo.
No
dia
8, já para as meias-finais, a Académica apresenta-se em Alvalade
equipada de branco e com uma braçadeira preta. “Questão de
temperatura. Com o calor que se tem feito sentir, o branco é melhor.
Ninguém vai para a praia de preto, não é?”
Dia
15, volta a jogar de preto mas nasce a técnica do adesivo a cruzar o
emblema da Associação Académica.
O
protesto é evidente e disso dá conta José Hermano Saraiva,
ministro da Educação, em carta a Marcelo Caetano, poucos dias antes
da final com o Benfica. “As autoridades desportivas admitem que a
equipa da AAC possa ser forçada a exibir algum sinal de luto ou, num
caso extremo, a não alinhar para o jogo. Parece- -me que, na
primeira hipótese, é mais sensato não reprimir, porque qualquer
intervenção se repercutiria em todo o público. Para o caso, que me
parece pouco provável, de uma recusa, teremos de reserva uma outra
equipa – o Sporting – para que os espectadores não tenham
excessivas razões de protesto.”
A
Académica fica-se pelo protesto, apoiado por milhares de estudantes
de todo o país. Fala-se em 35 mil. À cautela, nem o Presidente da
República nem o ministro da Educação, contra tudo o que é
habitual, se deslocam ao Jamor. Nem o jogo é transmitido pela RTP.
Por destino, a Académica nunca
mais chega a uma final da Taça de Portugal. Até... Livro
“Académica, História do Futebol”, João Santana e João
Mesquita, Almedina
Jamor,
2012 – Académica-Sporting (1-0)
A
Académica volta ao Estádio Nacional 73 anos depois e, por "uma
extraordinária coincidência", o Presidente da República não
estará de novo presente. Entre o presente e o passado, as razões da
ausência são distintas: em 1969, Américo Tomás fugia à
contestação estudantil; agora, Cavaco Silva tem compromissos
diplomáticos.
Esta final "é muito importante",
porque, explica Francisco Andrade, "60 por cento dos que vão ao
Jamor serão estudantes do antigamente, que levarão as fitas e as
cartolas e também a saudade da antiga Académica".
A
Académica faz a festa da Taça, venceu o Sporting por 1-0 com um
golo madrugador de Marinho. Os "estudantes" adiantaram-se no
marcador com um golo de Marinho depois de uma boa jogada pelo lado
esquerdo de Diogo Valente. O Sporting nunca conseguiu reagir à
desvantagem.
73 anos depois a "Briosa" volta
a erguer o troféu.
A Maria é filha da Catarina Teixeira e do João Oliveira e vivem em Coimbra. Não conheço pessoalmente nenhum deles, mas são minha família por afinidade. A Catarina foi criada por uma Tia-Avó minha, a Tá, dona de uma retrosaria e ama de crianças. A Catarina foi a filha de coração da minha tia. Por isso é minha prima por afinidade.
Há quem não entenda esta minha relação familiar com a Catarina e a irmã dela, a Paula Teixeira. A Paula conheci em criança e brinquei com ela nas tardes que eu passava na retrosaria da Tá. Fui eu que ensinei a Paula a nadar, recorda ela com orgulho. Eu sou 3 anos mais velha do que ela. Eu tinha 9 e ela tinha 6 anos, nessa altura... Nunca mais nos vimos, mas passados 40 anos reencontrámo-nos ainda que à distância, por enquanto. Descobrimos que no nosso percurso de vida temos muitas afinidades e saudades.
E tal como a nossa Tá (que se chamava Maria) fazemos da nossa família, as pessoas de quem gostamos, mesmo que não sejam nosso sangue, estão no nosso coração. Fomos nós que as escolhemos.
Por isso fiquei tão feliz com a vinda ao mundo da Maria, porque nasceu em homenagem à nossa Maria de Jesus Ferreira (irmã mais nova do meu avô Francisco). Que foi Mãe (sem ser) e será Avó (sem ser). Mas de certeza estará do céu a velar por mais uma bebé...
(o poema entre aspas chama-se "Memória" e é recitado por Carlos Drummond de Andrade, seu autor)
Veja você, onde é que o barco foi desaguar A gente só queria um amor Deus parece às vezes se esquecer Ah, não fala isso, por favor Esse é só o começo do fim da nossa vida Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida Que a gente vai passar
Veja você, quando é que tudo foi desabar A gente corre pra se esconder E se amar, se amar até o fim Sem saber que o fim já vai chegar Deixa o moço bater Que eu cansei da nossa fuga Já não vejo motivos Pra um amor de tantas rugas Não ter o seu lugar
Abre a janela agora Deixa que o sol te veja É só lembrar que o amor é tão maior Que estamos sós no céu Abre a cortina pra mim Que eu não me escondo de ninguém O amor já desvendou nosso lugar E agora está de bem
"Amar o perdido deixa confundido este coração.
Nada pode o olvido contra o sem sentido apelo do Não.
As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão
Mas as coisas findas muito mais que lindas, essas ficarão."
Deixa o moço bater Que eu cansei da nossa fuga Já não vejo motivos Pra um amor de tantas rugas Não ter o seu lugar
Diz, quem é maior que o amor? Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora Vem, vamos além Vão dizer, que a vida é passageira Sem notar que a nossa estrela vai cair
O Dia da espiga é celebrado no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de várias flores campestres, cereais e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição o
ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser
substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte.
A simbologia por detrás das plantas que formam o ramo de espiga:
Espiga – Pão;
Malmequer – Ouro e prata;
Papoila – Amor e vida;
Oliveira – Azeite e paz; luz;
Videira – Vinho e alegria e
Alecrim – saúde e força.
O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora
porque havia uma hora, o meio-dia, em que em que tudo parava, "as águas
dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as
folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o
ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga na lareira para afastar os raios.
Sou descendente dos Lucas, embora não tenha o nome. O meu pai era Lucas Caetano.
O meu bisavô João dos Santos Lucas era chefe de estação dos caminhos de ferro, em Coimbra. Funcionário da CP. Casado com a minha bisavó Celeste d'Oliveira, tiveram 9 filhos. Era pai da minha avó Alice Lucas.
Luís Lucas era o filho mais velho. Presumo que se chamasse Luís Oliveira dos Santos Lucas, e nasceu em 1902, em Coimbra.
Foi o primeiro (que eu tenha conhecimento) a entrar no mundo desportivo. Foi fundador, jogador e dirigente do "União Foot-Ball Coimbra Club", fundado em 1919.
Coimbra era uma cidade marcadamente universitária, e a Associação Académica já tinha o seu clube representativo do seu estatuto social e elitista.
Um grupo de jovens "futricas" do mundo laboral ligados ao comércio e industria da cidade associaram-se e fundaram o seu clube de futebol. O agora conhecido como Clube de Futebol União de Coimbra.
Eis aqui o meu Tio-Avô, Luís Lucas, como jogador da primeira equipa de futebol do União Foot-Ball Coimbra Club, em 1919.
Referenciado no Livro "Coimbra Profunda" - Clube de Futebol União de Coimbra - 1919 - Porque é Preciso ter Memória - 2003", de Júlio Ramos, Diamantino Carvalho e Aurélio Santos.
Transcrevo o início desta entrevista dada ao jornal do Clube:
"Somos uma fôrça e temos uma posição a defender, dentro do desporto local"
"Para a entrevista habitual não recorremos desta vez a nenhum director do clube visado. Preferimos ouvir o sr. Luís Lucas - o sócio fundador que tem o número de honra - por ter a sua acção ligada permanentemente ao União numa obra de vinte e cinco anos que não cansa - em espírito de dedicação e em confiança no futuro da colectividade. Não se pode falar no União de Coimbra, sem se pensar em Luís Lucas...
...Mas o sr. Luís Lucas é ainda uma figura de relêvo em Coimbra, não só pelo seu entusiasmo a favor da causa nobre de todos os desportos, como pelo seu aprumo. Conta gerais simpatias naquela cidade. É membro do Conselho Técnico da Associação de Futebol de Coimbra, lugar para que é reeleito sucessivamente, há muitos anos."
Falo agora do meu Pai - Valdemar Lucas Caetano.
Filho de Francisco Caetano Ferreira e de Maria Alice Lucas. Nasceu em 1931, em Coimbra.
Francisco Caetano (seu pai ) também foi jogador de futebol do União de Coimbra em 1924.
Começou a praticar desporto no Liceu D. João III, jogou futebol na Associação Académica de Coimbra e Basquetebol no Sport Conimbricense.
Tirou o curso de Educação Física no I.N.E.F. em Lisboa. Nessa altura praticava Atletismo, correndo os 5.ooo metros, e jogava Rugby no CDUL. Foi treinador de Rugby e de uma equipa feminina de Basket, além de Ginástica Desportiva e das aulas de Educação Física nas escolas por onde passou.
Dedicou toda a vida à Formação e Ensino da Educação Física e Desporto.
Luís António Lucas - filho de Luís Lucas e Maria Amélia Pereira. Primo de Valdemar Lucas Caetano.
Foi internacional de Voleibol na A.A.Coimbra (na foto o nº 5).
Tirou o curso de Educação Física e foi treinador de Voleibol (de equipas masculinas) e de várias equipas Femininas. Foi por muitos anos o Seleccionador Nacional de Voleibol Feminino.
João Lucas - filho de Luís Lucas e Maria Amélia Pereira. Primo de Valdemar Lucas Caetano.
Também tirou o curso de Educação Física (casado com uma Prof. de E.F. Mª Paula Rodrigues). Actualmente é o Treinador da equipa feminina de Voleibol do S. C. de Braga.
Carlos Filipe Lucas - filho de Luís António Lucas e Maria Helena Sá (também jogadora de voleibol).
Jogou
basquetebol na adolescência, tirou o curso de Gestão Desportiva,
trabalhou na UEFA e actualmente está ligado ao Futebol nacional.
Será que o mais novo membro da família Lucas, também vai seguir as pisadas dos seus antepassados? Gabriel Lucas tem agora 1 ano de idade. É filho de Carlos Filipe Lucas e Brigite Loureiro.
Esta é uma raridade. E como gosto de raridades, tinha de partilhar...
Gosto de Marina Lima e confesso que tenho os discos todos dela, uns 20 e tal... O 1º disco que comprei foi o "Todas" em vinil, de 1985. Desde os anos 80 tenho acompanhado a carreira dela. O único CD que me falta é mesmo uma gravação em inglês do album "O Chamado", de 1993. Vejo os vídeos todos no youtube, e nunca tinha visto este, até hoje... voilá!
Marina Correia Lima nasceu no Rio de Janeiro em 17 de Setembro de 1955, é cantora e compositora. Marina morou nos Estados Unidos durante a infância e o início da adolescência. Neste período ganha um violão do pai, como um pretexto para sentir menos falta do país natal. Iniciou a carreira em 1977, quando decidiu musicar um dos poemas do irmão mais velho, Antônio Cícero e
obteve reconhecimento, pois teve essa canção gravada por Gal Costa, Meu Doce Amor. Estabelecida essa conexão "emocional", Marina e
Cícero trilhariam uma parceria de sucesso. De volta ao Rio de
Janeiro, assina um contrato e lança o primeiro LP, "Simples como Fogo" em 1979. O último disco lançado em 2011 chama-se "Climax".