Mostrar mensagens com a etiqueta Família. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Família. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Uma Árvore com tantos ramos... Caetano Ferreira, Ferreira Caetano, Ferreira Rodrigues, Ferreira Coimbra, Ferreira de Melo, Ferreira Camões, Santos Lucas... Estamos todos ligados.

O meu ar de satisfação...

Olá de novo. Cá estou a matar saudades do meu blog. Quem me conhece e já leu por aqui, sabe que ando a fazer a Árvore Genealógica da minha Família.
Desde o meu último post no blog até hoje, já encontrei (segurem-se às cadeiras...) cerca de 530 pessoas, directa ou indirectamente ligadas a mim. Desde o séc.XVII.
Tem sido um trabalho fascinante, acreditem. Pesquisar arquivos, conservatórias, internet, jornais antigos, documentos de família... foi de facto aliciante e feito com muita paciência. Descobrir histórias de vida de antepassados, ou simplesmente imaginá-las de acordo com os registos antigos, tem sido muitíssimo interessante.
Deste número exorbitante, o melhor de tudo foi saber que existiam mais de 30 familiares vivos.
Para quem pensava que a família se resumia a 2 primos e uma tia, de repente encontrar 30 primos foi uma delícia. Foi uma felicidade conhecer pessoas ligadas entre si, no entanto desconhecidas até há tão pouco tempo. Com tanta coisa em comum. A música, principalmente!
Criámos ligações novas, amizade, conforto e a sensação de que não estamos sós!
No 1º encontro apareceram 17 descendentes dos Caetano Ferreira, no 2º apareceram 25. Quem sabe no próximo ano?

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Prima Odete

Esta semana tive mais uma surpresa que a vida às vezes nos dá. Uma bela e simpática surpresa.
Esta senhora abraçou-se à minha Mãe muito emocionada, pois tinham sido amigas de infância e já não se viam há... séculos.
Eu sem conhecer a senhora, aproximei-me, a minha Mãe disse-me "esta senhora é a minha amiga Odete, que morava na "Barreira" mesmo à frente de minha casa. A resposta deixou-me de boca aberta: "Sabe que sou sua prima? Eu sou prima dos Lucas".

Sim, sim, esta senhora é prima da minha Avó, Alice Lucas.
Explicando melhor, o pai dela (Ricardo Queiroz) era primo direito do meu bisavô João dos Santos Lucas.
A dona Odete Queiroz conheceu as primas todas e descreveu-mas tal e qual eu sabia.
Mais... apresentou-me a filha dela que tem a minha idade, tem mais 2 filhos e mora no Bairro do Brinca, onde vive a minha Tia Maria e onde viveu o meu Avô Celestino Ferreira.

Confuso?
Eu fiquei muito feliz! Agora que ando numa cruzada à descoberta de novos familiares, de modo a construir a minha Árvore Genealógica, heis que, de mão beijada, me aparecem mais uns primos e primas (ou seja, mais umas caras e nomes para completar os ramos da Família).

Vou tentar encontrar uma foto que a favoreça mais, porque ao vivo esta senhora é linda. E não é que se parece imenso com a minha Tia Adelina? A família Lucas nem deve saber disto...

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Às minhas Avós

Como hoje é o Dia dos Avós, aqui deixo a minha homenagem às minhas duas Avós
Maria Mercês de Lemos Peixinho e Maria Alice Lucas

"Meu Fado" de Maria Suzete Lemos Ferreira


Não sei se já vos disse que tenho muito orgulho que a minha Mãe ande numa Universidade Senior.
Descobriu vários interesses depois de ultrapassar aquela barreira da idade em que todos acham que estão acabados, porque se reformam do trabalho e acham já não têm nada que fazer nem para aprender.

Aos 75 anos anos a minha Mãe descobriu que queria aprender a pintar a óleo e aguarela, aprender espanhol, aprender a ler Poesia. E foi aprender...

Hoje, passados 5 anos, o resultado são as dezenas de quadros pintados espalhados pela casa. Cada qual o mais bonito, embora ela diga sempre que não. Mas de alguns até a minha Mãe se orgulha (e com razão) pois até os mandou emoldurar.

E também se orgulha de dizer bem Poesia. Sim a minha Mãe descobriu a Poesia e declama muito bem. Já participou de vários eventos poéticos e saiu-se muito bem.
E mais importante, além de começar a gostar e ler poesia, também começou a escrever.


Aqui está a prova final, na exposição dos trabalhos dos alunos da Unisseixal. 
Um poema muito bonito com o título "Meu Fado".

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Presente da Tia Maria

Este fim de semana fui a Coimbra para o 1º encontro da Família Caetano. Foi giríssimo. Conhecer pessoas tão interessantes que estão tão perto de nós através de laços sanguíneos, mas que desconhecíamos completamente. Foi uma emoção.
Mas depois do almoço recebi um presente muito valioso da minha Tia Maria. Fiquei muitíssimo feliz pelo carinho, gentileza, amizade e alegria com que a minha Tia me ofereceu.2 peças que tinha herdado de alguém, mas que sabia que tinham um significado especial para mim.
Um bule e uma leiteira da Fábrica Lufapo Lusitânia de Coimbra, que como sabem, foi onde trabalhou o meu avô Francisco Caetano.
Foi um presente especial num dia especial para os Caetanos.
Falta a tampa do bule, o que quer dizer que tenho de visitar umas Feiras de Antiguidades à procura de uma. Quem sabe alguém dos meus conhecidos especialistas em cerâmica e feiras de velharias me sabem indicar o melhor local para procurar tampas soltas...

Estas florinhas aparecem em várias peças da Lufapo, pelo que penso ser um motivo recorrente nos anos 40 e 50 desta fábrica.
E para finalizar, a marca Lufapo Lusitânia, a que me habituei e que já reconheço as peças, por vê-las por tantos anos e usa-las em casa dos meus avós.

Muito obrigada, Tia, por este belo e inesperado presente, e pela amizade que partilhamos há tantos anos.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O Clã Caetano - de 1800 a 2012

Andava há anos a tentar fazer a minha Árvore Genealógica, que ia crescendo com o tempo, à medida que ia obtendo mais informações. Não só faço o esquema tradicional, como tento fazer a biografia de cada membro da família. 
Há muito tempo que tinha empancado nas mesmas pessoas, e dali não saía, não acrescentava grande coisa, até que...
No início deste ano, usando esta ferramenta fantástica da Internet, pus-me a pesquisar o nome do meu avô Francisco que estava ligado à cerâmica, quando de repente me aparece um texto com a biografia de um Francisco Caetano, num blog chamado Guitarra de Coimbra.

Ora eu, na minha ignorância, pensei que se tratava de outra pessoa, pois o meu avô nunca tinha cantado nem estava ligado ao Fado de Coimbra... mas para grande espanto e felicidade, constatei que se tratava nem mais nem menos do que o tio desse meu avô, que cantava acompanhado pelos irmãos José à viola e Alberto tocando alaúde. Ora este Alberto é precisamente o meu bisavô.

 Fui lendo e absorvendo esta informação toda, e depois de assimilar tudo achei que só havia uma coisa a fazer: contactar o senhor que escreveu esta biografia, identificar-me e pedir mais informações.
E não é que em 3 semanas tinha descoberto toda a minha família e mais importante, é que há muitos descendentes ainda vivos e que acabei por encontrar, alguns ainda por via virtual, outros por telefone e já pessoalmente.
Foi por isso que decidi partilhar um resumo, muito abreviado, da minha família. Principalmente para partilhar com estes meus novos primos e primas, para nos podermos situar melhor dentro da nossa árvore.
É que quando nos encontrarmos no prometido almoço do Clã Caetano, nos podermos identificar...
Então começando por aqueles que deram origem a tudo (infelizmente não consegui ir mais longe do que isto)...

 
José Caetano Ferreira – Pai - Também conhecido por José Cabelo, era sapateiro.
Casou com Maria Adelaide Costa, que era adeleira (vendia roupa de vestir e de casa).
O casal faleceu em 1920 ou 1921, 1º faleceu Adelaide e 1 mês depois falecia José com o desgosto.
Tiveram 5 filhos: Francisco Caetano Ferreira, Alberto Caetano Ferreira, José Caetano Ferreira, Mariana Costa Ferreira e Adriano Costa Ferreira.

 
Francisco Caetano Ferreira, nasceu a 1 de Fevereiro de 1884 e morreu em 5 de Fevereiro de 1956, aos 72 anos.
Republicano e carbonário, grande boémio, primeiro tenor, serenateiro, actor amador, foi fabricante de seges.
Casou com Sofia Amélia Oliveira (1889-1975) e tiveram 2 filhos: Francisco d'Oliveira Caetano (1909-1945) e José António d'Oliveira Caetano (1926-2011).
  • José António d'Oliveira Caetano casou com Maria Ilídia Almeida (1931) e tiveram 2 filhos: José Filipe Almeida Caetano (1949-2005) e Maria José Almeida Caetano (1958).
    • José Filipe Almeida Caetano teve 1 filha: Helena Caetano.
    • Maria José Almeida Caetano casou com João Firmino Freire e têm 1 filho: João Caetano Firmino Freire (1984).
 
 
Alberto Caetano Ferreira, nasceu a 12 de Dezembro de 1885 e morreu em 16 de Agosto de 1944, aos 58 anos.
Canteiro e escultor de profissão, tocava alaúde e viola toeira acompanhando os irmãos Francisco e José. Foi caracterizador de peças de teatro amador.
Casou com Maria Rosa de Jesus Miranda Lopes e teve 5 filhos: Francisco Caetano Ferreira, Alberto Caetano Ferreira, José Caetano Ferreira, Maria Adelaide Ferreira e Maria de Jesus Ferreira (ainda não aparece na foto).
    • Francisco Caetano Ferreira nasceu em 1908 e morreu em 1987, casou com Maria Alice Lucas e tiveram 2 filhos: uma menina que faleceu com meses e 1 filho: Valdemar Lucas Caetano (1931-1997).
      • Valdemar Lucas Caetano casou com Maria Suzete Lemos Ferreira (1932) e tiveram 2 filhos: Pedro Manuel Ferreira Caetano (1958) e Ana Margarida Ferreira Caetano (1963).
        • Pedro Manuel tem 3 filhos: Nuno Caetano (1983), João Caetano (1986) e André Caetano (2007).
    • Alberto Caetano Ferreira Junior teve 3 filhos: Ruth Ferreira, Alberto F. E. Caetano e outro.
      • Ruth Ferreira casou com Joel e tiveram 4 filhos: Olga, Luís, Zeca e Edite.
    • Maria Adelaide Ferreira casou com António Dias e tiveram 1 filho: António Ferreira Dias.
José Caetano Ferreira, nasceu a 10 Dezembro de 1894 e morreu em 1971, com 77 anos.
Trabalhou como archeiro da Universidade de Coimbra, funcionário da Secretaria da Faculdade de Medicina e da Secretaria Geral da UC.
Bom executante de violão, participou em inúmeras serenatas populares e tocou nos ranchos sanjoaninos, foi actor amador, integrou o famoso grupo Salsichon, formação constituída por violões, bandolins, banjo e clarinete.
Casou com Maria Guilhermina Pereira e teve 3 filhos: Maria Adelaide Ferreira, José Caetano Ferreira e Maria Guilhermina Ferreira (1927).
  • José Caetano Ferreira casou com Maria Isabel Lopes Pêra e tiveram 2 filhos: José Caetano e Maria Isabel Caetano.
    • José Caetano casou com Romy Caetano (1954) e têm 2 filhos: Nuno Caetano e Marina Caetano (1985);
    • Maria Isabel Caetano tem 2 filhos: Catarina Caetano Gomes Rosa (1980) e Manuel Caetano Gomes Rosa.
  • Maria Guilhermina Ferreira casou com José Nascimento e têm 1 filha: Elsa Ferreira Nascimento, que por sua vez tem 3 filhos: Cristina Costa (1970), Lara Palmeira e Lineu Palmeira (1985).
    • Cristina Costa tem 3 filhos: Sara, Lara e André Martins.
    • Lineu Palmeira tem 1 filha: Safira.


Mariana Costa Ferreira, casou com Augusto Lopes. Tiveram 2 filhos: Augusto Lopes Filho e Judite Lopes.
  • Augusto Lopes Filho, teve 1 filho: António Augusto Lopes, que por sua vez teve 2 filhos.
  • Judite Lopes casou com Floro e tiveram 3 filhos: Judite, Berta e Floro...





Adriano Costa Ferreira, o filho mais novo, não ficou com o nome Caetano, como tinham todos os homens descendentes. Era guarda-livros na Casa das Lãs.
Casou com Albertina Navouro, de Soure e não tiveram filhos. 







Isto é o resumo do que sei até à data.Claro que faltam nomes e datas, mas esta Árvore é um trabalho sem fim. Parece-me que entretanto já houve mais um bebé que nasceu.
Quem sabe no nosso almoço não obtenho mais informações preciosas... 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Procuro Presépio M.I.D.

PROCURO 
Presépio da marca Moderna Industrial Decorativa Lda, que esteve numa exposição do Posto de Turismo, no Largo da Portagem, em Coimbra, no início da década de 50. 
Nesta exposição também esteve em exibição um famoso presépio do Museu Machado de Castro.
O Presépio que procuro foi feito pelo meu avô Francisco Caetano e vendida com o selo da sua fábrica.
Se alguém se lembrar desta exposição ou tenha ouvido falar e me possa dar alguma informação, eu agradecia muito.
 

O meu Avô e a LUFAPO LUSITÂNIA

O meu avô Francisco Caetano Ferreira, influenciado pelo seu pai, estudou arte na Escola Avelar Brotero, em Coimbra, e foi aprendiz no atelier de canteria e escultura do seu pai Alberto Caetano.
Em 1941 fundou uma fábrica de cerâmica chamada Moderna Industrial Decorativa Limitada, que produzia estatuetas decorativas, de desenho próprio ou importando modelos (de marcas maioritariamente alemãs) para reprodução. Saiu incompatibilizado com os sócios.
Em 1945 morre o seu pai e penso ser por essa altura que ingressa na Fábrica de cerâmica LUFAPO.

Não encontrei nenhuma data de abertura desta fábrica, de Coimbra, mas sei que em 1930 foi comprada pela Companhia da Fábrica Cerâmica Lusitânia, original de Lisboa, com a data de criação de 1890.


Podemos tentar identificar o período anterior a 1930 em que surge a marca simples de LUFAPO Coimbra, que aparece neste azulejo.







Depois da década de 30 surge outro tipo de louça e uma nova marca, a LUSITÂNIA COIMBRA.



Em 1936 a Lusitânia tinha também comprado a Fábrica de Massarelos, do Porto (1763/1936), cujos donos na época eram Chambers&Wall.

Em 1945, a marca CFCL, Companhia da Fábrica Cerâmica Lusitânia, é substituída por LUFAPO LUSITÂNIA PORTUGAL


Serão dessa época e anos posteriores, esta louça, onde surge também esta variante da marca:



 
Pensamos que a partir de 1945 passará a ser usada a marca LUFAPO MASSARELOS


Em 1959/60 o meu avô foi enviado para o Porto, com o intuito de transmitir os seus conhecimentos na Fábrica Lufapo de Massarelos, onde esteve até 1963, ano em que eu nasci. Nessa altura voltou para Coimbra e trabalhou na Lufapo até se reformar.
É por este motivo que temos em casa tantos exemplares desta louça, tanto de Coimbra como de Massarelos. Herdámos dos nossos avós e alguns deles continuam a ser nossos utilitários de cozinha.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Os bichinhos da Tia Maria

Aqui há gato...

Vou falar-vos da maior amiga dos animais que conheço: a minha Tia Maria.
Desde que me conheço por gente me lembro que a minha Tia tinha animais em casa. Eram cães, grandes ou pequenos, gatos, canários. Agora o seu fiel amigo é o Léo, um caniche encontrado numa estrada e que se transformou no mais querido amigo da sua dona.
Mas não só. A minha Tia alimenta diariamente umas dezenas (por vezes centenas) de pardalitos que vêm à sua varanda comer. É um espectáculo que enche de alegria a Maria.
Sai do bolso a alpista para tanto pardal, mas só o facto de a sua varanda ter sido a escolhida por estes seres tão bonitos e simpáticos, vale pela alegria e felicidade que trazem à sua casa.
É por este amor aos bichinhos que lhe deixo aqui algumas sugestões, Tia.

Que tal esta forma de comedouro?

E umas casinhas para eles ficarem de vez? A sua varanda seria transformada em hotel 5 estrelas...
Sei que vai gostar desta imagem, assim como eu... Somos do mesmo signo, gostamos de animais e de coisas belas. E como entende tão bem o amor aos animais e o bem que nos faz, aqui lhe deixo mais uma imagem tão ternurenta.

Com um beijinho cheio de admiração, da sua sobrinha...


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Maria, neta da Maria

Rui Veloso - Benvinda sejas Maria 

No dia 17 de Maio nasceu a Maria.

A Maria é filha da Catarina Teixeira e do João Oliveira e vivem em Coimbra. Não conheço pessoalmente nenhum deles, mas são minha família por afinidade. A Catarina foi criada por uma Tia-Avó minha, a Tá, dona de uma retrosaria e ama de crianças. A Catarina foi a filha de coração da minha tia. Por isso é minha prima por afinidade.

Há quem não entenda esta minha relação familiar com a Catarina e a irmã dela, a Paula Teixeira. A Paula conheci em criança e brinquei com ela nas tardes que eu passava na retrosaria da Tá.  Fui eu que ensinei a Paula a nadar, recorda ela com orgulho. Eu sou 3 anos mais velha do que ela. Eu tinha 9 e ela tinha 6 anos, nessa altura... Nunca mais nos vimos, mas passados 40 anos reencontrámo-nos ainda que à distância, por enquanto. Descobrimos que no nosso percurso de vida temos muitas afinidades e saudades.

E tal como a nossa Tá (que se chamava Maria) fazemos da nossa família, as pessoas de quem gostamos, mesmo que não sejam nosso sangue, estão no nosso coração. Fomos nós que as escolhemos.

Por isso fiquei tão feliz com a vinda ao mundo da Maria, porque nasceu em homenagem à nossa Maria de Jesus Ferreira (irmã mais nova do meu avô Francisco). Que foi Mãe (sem ser) e será Avó (sem ser). Mas de certeza estará do céu a velar por mais uma bebé...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Os Lucas e o Desporto

Sou descendente dos Lucas, embora não tenha o nome. O meu pai era Lucas Caetano.
O meu bisavô João dos Santos Lucas era chefe de estação dos caminhos de ferro, em Coimbra. Funcionário da CP. Casado com a minha bisavó Celeste d'Oliveira, tiveram 9 filhos. Era pai da minha avó Alice Lucas.
Luís Lucas era o filho mais velho. Presumo que se chamasse Luís Oliveira dos Santos Lucas, e nasceu em 1902, em Coimbra.
Foi o primeiro (que eu tenha conhecimento) a entrar no mundo desportivo. Foi fundador, jogador e dirigente do "União Foot-Ball Coimbra Club", fundado em 1919.

Coimbra era uma cidade marcadamente universitária, e a Associação Académica já tinha o seu clube representativo do seu estatuto social e elitista.
Um grupo de jovens "futricas" do mundo laboral ligados ao comércio e industria da cidade associaram-se e fundaram o seu clube de futebol. O agora conhecido como Clube de Futebol União de Coimbra.

Eis aqui o meu Tio-Avô, Luís Lucas, como jogador da primeira equipa de futebol do União Foot-Ball Coimbra Club, em 1919.

Referenciado no Livro "Coimbra Profunda" - Clube de Futebol União de Coimbra - 1919 - Porque é Preciso ter Memória - 2003", de Júlio Ramos, Diamantino Carvalho e Aurélio Santos.

Transcrevo o início desta entrevista dada ao jornal do Clube:

"Somos uma fôrça e temos uma posição a defender, dentro do desporto local"
"Para a entrevista habitual não recorremos desta vez a nenhum director do clube visado. Preferimos ouvir o sr. Luís Lucas - o sócio fundador que tem o número de honra - por ter a sua acção ligada permanentemente ao União numa obra de vinte e cinco anos que não cansa - em espírito de dedicação e em confiança no futuro da colectividade. Não se pode falar no União de Coimbra, sem se pensar em Luís Lucas...
...Mas o sr. Luís Lucas é ainda uma figura de relêvo em Coimbra, não só pelo seu entusiasmo a favor da causa nobre de todos os desportos, como pelo seu aprumo. Conta gerais simpatias naquela cidade. É membro do Conselho Técnico da Associação de Futebol de Coimbra, lugar para que é reeleito sucessivamente, há muitos anos."

Falo agora do meu Pai - Valdemar Lucas Caetano.
Filho de Francisco Caetano Ferreira e de Maria Alice Lucas. Nasceu em 1931, em Coimbra.
Francisco Caetano (seu pai ) também foi jogador de futebol do União de Coimbra em 1924.
Começou a praticar desporto no Liceu D. João III, jogou futebol na Associação Académica de Coimbra e Basquetebol no Sport Conimbricense.
Tirou o curso de Educação Física no I.N.E.F. em Lisboa. Nessa altura praticava Atletismo, correndo os 5.ooo metros, e jogava Rugby no CDUL. Foi treinador de Rugby e de uma equipa feminina de Basket, além de Ginástica Desportiva e das aulas de Educação Física nas escolas por onde passou.

Dedicou toda a vida à Formação e Ensino da Educação Física e Desporto.




Luís António Lucas - filho de Luís Lucas e Maria Amélia Pereira. Primo de Valdemar Lucas Caetano.
Foi internacional de Voleibol na A.A.Coimbra (na foto o nº 5).
Tirou o curso de Educação Física e foi treinador de Voleibol (de equipas masculinas) e de várias equipas Femininas. Foi por muitos anos o Seleccionador Nacional de Voleibol Feminino.





João Lucas - filho de Luís Lucas e Maria Amélia Pereira. Primo de Valdemar Lucas Caetano.
Também tirou o curso de Educação Física (casado com uma Prof. de E.F. Mª Paula Rodrigues). Actualmente é o Treinador da equipa feminina de Voleibol do S. C. de Braga.





Carlos Filipe Lucas - filho de Luís António Lucas e Maria Helena Sá (também jogadora de voleibol).
Jogou basquetebol na adolescência, tirou o curso de Gestão Desportiva, trabalhou na UEFA e actualmente está ligado ao Futebol nacional.













Será que o mais novo membro da família Lucas, também vai seguir as pisadas dos seus antepassados?
Gabriel Lucas tem agora 1 ano de idade. É filho de Carlos Filipe Lucas e Brigite Loureiro.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Anjo do avô Francisco

Pedi ao meu irmão Pedro que me mandasse fotos das peças que herdámos do meu Pai, que por sua vez herdou do Pai dele.
O meu irmão herdou não só as peças mas também o talento artístico. Tem imenso jeito para tudo o que é feito à mão. Até já fez cópias em barro de peças do nosso bisavô Alberto Caetano. Tudo o que se propõe fazer, faz e bem. O seu último trabalho penso ter sido uma mesa em xisto...
Mas voltemos ao nosso avô Francisco Caetano. É dele este Anjo, executado como trabalho de curso de arte na Escola Industrial Avelar Brotero, em Coimbra.

Habituei-me a ver este Anjo, toda a vida, em casa dos meus Pais...

Folha de couve

Mais uma herança dos meus avós. Lembro-me de ver estas taças e pratos no armário da cozinha da minha avó Alice, mas não me lembro de alguma vez terem sido usadas.
Quando era mais nova achava que eram muito esquisitas e até um pouco "parôlas".
Depois apercebi-me que era arte das Caldas da Rainha e ouvi falar com grande deferência da cerâmica Bordalo Pinheiro, que tinha peças ainda mais estrambólicas do que estas Folhas de Couve.
Apercebi-me, toda contente, que tinha uma preciosidade, umas taças Folha de Couve do Bordalo Pinheiro.
Mais recentemente, quando comecei a interessar-me pelas marcas de cerâmica e faiança, fui finalmente confirmar se estas peças tinham a dita marca ou selo da Fábrica Bordalo Pinheiro, das Caldas da Rainha, e qual o meu espanto: aparece-me esta inscrição (legível apenas numa das taças) tão estranha...
Ohhhhhh que desapontada fiquei... Mas o que será que significa? Serão falsas? Serão cópias? serão modelos de outras fábricas?
Enfim, peço a quem entende melhor destas coisas, uma ajuda para as identificar.
De qualquer modo, eram dos meus avós Alice e Francisco, e isso já lhes dá um valor inestimável!!!


terça-feira, 8 de maio de 2012

Fado Chico Caetano



Francisco Caetano Ferreira, dito Chico Caetano, nasceu em Coimbra, na Freguesia de São Bartolomeu, no dia 1 de Fevereiro de 1884. 
Era filho de José Caetano Ferreira e de Maria Adelaide Costa. Faleceu em Coimbra, na Rua Figueira da Foz, a 5 de Fevereiro de 1956. 
Republicano e carbonário, opositor ao regime de Salazar, fazia gala em usar o laçarote preto dos carbonários. Grande boémio, primeiro tenor, serenateiro, actor amador, foi fabricante de seges. (Segundo biografia escrita por António Manuel Nunes no blog Guitarra de Coimbra)

Era meu Tio-Bisavô... 

Cantava acompanhado à guitarra ou alaúde pelo irmão Alberto e ao violão pelo irmão José Caetano.

segunda-feira, 7 de maio de 2012


Um dia depois do Dia da Mãe, e 2 dias depois do meu aniversário, 
quero deixar aqui uma mensagem dedicada à minha Mãe. 

A minha melhor amiga e companheira de todas as aventuras... que me incentiva e eu incentivo, na mesma medida...
Como diz a minha Mãe: se tu dizes mata, eu digo esfola... 

É assim desde que nos separámos a 1ª vez em 1980. Os meus pais foram de Lisboa para Lamego e eu fiquei um ano em Coimbra, a meio caminho. Falávamos todos os dias ao telefone. Anos mais tarde a vida quis que voltássemos a viver juntas, e desta vez é para sempre!

Como ambas gostamos de Poesia, aqui deixo uma, um pouco negra, mas que tenho a certeza que a minha Mãe vai gostar... que diz tudo o que lhe digo sempre: 

Não há nada que não faça por ti, Mãe! E a fazer, é agora...



Quando eu morrer, por favor, não chore
Quem muito me fez chorar em vida
Quando eu morrer, por favor, não chore
Quem ficou só a abrir e cutucar a ferida!

Quando eu morrer...

Não me leve flores, nem as que mais gosto
Copo de leite, lírio ou margarida
Nem de mim se lembre e entristeça
Ao ouvir a minha melodia preferida!

Quando eu morrer...

Não diga que de mim sente saudade
E que chora e lamenta a minha ida
E nem ironicamente a mim se refira
Como se eu fosse uma pessoa querida!

Quem quiser fazer algo por mim
Que faça agora, não espere a minha partida
Quem quiser fazer algo por mim
Que faça agora, em vida!